• Sábado, 14 de fevereiro de 2026

Abate de bovinos dispara e Brasil fecha 2025 com quase 11 milhões de cabeças no 4º trimestre

Resultado aponta avanço expressivo da produção de carne bovina no país, com alta de 13,1% no abate de bovinos sobre 2024, enquanto o setor dá sinais de ajuste na comparação com o trimestre anterior.

Resultado aponta avanço expressivo da produção de carne bovina no país, com alta de 13,1% no abate de bovinos sobre 2024, enquanto o setor dá sinais de ajuste na comparação com o trimestre anterior. A pecuária brasileira encerrou o último trimestre de 2025 com um desempenho expressivo, evidenciando a capacidade produtiva do país mesmo em um cenário de ajustes no ritmo de oferta. Foram abatidas 10,95 milhões de cabeças de bovinos entre outubro e dezembro, um volume que representa alta de 13,1% em comparação com o mesmo período de 2024, segundo dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número reforça a tendência de forte atividade nos frigoríficos e aponta para uma cadeia pecuária ainda aquecida, sustentada pela demanda interna e externa por carne bovina. No entanto, ao analisar a dinâmica mais recente do setor, observa-se um movimento de acomodação: na comparação com o 3º trimestre de 2025, houve queda de 2,9% no volume abatido, sinalizando possível ajuste de oferta ou mudança no calendário de abates.
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  • Os dados integram os Primeiros Resultados das Pesquisas Trimestrais da Pecuária (PRIMPEC), levantamento que monitora os principais indicadores da produção animal no Brasil e antecipa tendências antes da divulgação consolidada das estatísticas. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Produção de carne avança em ritmo ainda mais forte Além do crescimento no número de animais abatidos, o peso total da produção também avançou. A produção de carcaças bovinas somou 2,91 milhões de toneladas no 4º trimestre, resultado 15,0% superior ao registrado um ano antes. Apesar do avanço anual robusto, o indicador também apresentou retração na análise sequencial: queda de 1,8% frente ao trimestre imediatamente anterior. Esse comportamento — crescimento anual com leve recuo trimestral — costuma refletir fatores como estratégia de confinamento, disponibilidade de animais terminados e variações nas escalas de abate, além das condições de mercado. Outras proteínas também registram alta anual O levantamento do IBGE mostra que o movimento positivo não ficou restrito à bovinocultura.
  • Suínos: 14,77 milhões de cabeças abatidas, alta de 2,3% na comparação anual, mas queda de 6,6% frente ao 3º trimestre.
  • Frangos: 1,69 bilhão de cabeças, 3,9% acima do mesmo período de 2024, embora 0,2% menor na comparação trimestral.
  • Em termos de volume produzido, os resultados seguiram a mesma lógica:
  • Carcaças suínas: 1,35 milhão de toneladas — alta de 2,1% em um ano, mas recuo de 9,0% no trimestre.
  • Carcaças de frango: 3,54 milhões de toneladas — crescimento anual de 4,7%, com queda de 1,6% na comparação sequencial.
  • O conjunto dos dados indica que, embora o setor de proteínas animais siga em expansão estrutural, houve uma desaceleração pontual no fim do ano — algo relativamente comum após períodos de maior intensidade produtiva. Cadeia pecuária mostra sinais amplos de expansão Outros elos da cadeia agropecuária também apresentaram avanço relevante no período. A aquisição de leite cru totalizou 7,34 bilhões de litros, com crescimento de 8,2% em relação ao 4º trimestre de 2024 e aumento de 4,8% frente ao trimestre anterior. Já os curtumes receberam 11,13 milhões de peças inteiras de couro bovino, uma alta anual de 11,8%, ainda que tenha ocorrido queda de 2,6% na comparação trimestral. A produção de ovos também avançou, alcançando 1,25 bilhão de dúzias, com incremento de 3,7% em relação ao ano anterior e de 1,5% frente ao 3º trimestre. O que os números do IBGE sinalizam para o mercado O desempenho do 4º trimestre sugere uma pecuária resiliente, com capacidade de ampliar a produção mesmo diante de ajustes de curto prazo. O crescimento expressivo no abate de bovinos e no volume de carne reforça o protagonismo do Brasil como um dos maiores fornecedores globais de proteína animal. Ao mesmo tempo, as quedas na comparação trimestral funcionam como um alerta típico de ciclos produtivos — indicando que o setor pode estar entrando em uma fase de maior equilíbrio entre oferta e demanda. O IBGE informou ainda que os resultados completos referentes ao período serão divulgados posteriormente no relatório “Indicadores IBGE: Estatística da Produção Pecuária”, ampliando a leitura sobre o comportamento do setor. Em síntese, os dados mostram uma pecuária que cresce em bases sólidas, mas que segue sensível às variações de mercado — um cenário que produtores, frigoríficos e investidores devem acompanhar de perto ao longo de 2026.
    Por: Redação

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