Tifanny Abreu se manifestou publicamente pela primeira vez desde que a Justiça Desportiva vetou a liminar que permitia sua participação em competições nacionais de vôlei. A oposta do Osasco afirmou que continuará lutando para retornar às quadras, embora esteja atualmente impedida de atuar.
Em uma publicação nas redes sociais, a atleta escreveu: “Em novembro, carregarei comigo a coragem de resistir, a dignidade de existir e o amor por uma profissão que escolhi exercer com verdade, respeito e carinho”.
A decisão que manteve o impedimento foi divulgada em 23 de outubro. Com isso, Tifanny não pode disputar a Superliga Feminina nem outras competições organizadas pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
Antes do veto, a jogadora havia entrado em quadra na Supercopa e na primeira rodada da Superliga, amparada por uma liminar obtida na Justiça comum.
Regra adotada pela CBV
No mesmo dia da decisão, a CBV afirmou que havia cumprido integralmente a determinação anterior e que continuaria seguindo as decisões do Poder Judiciário e da Justiça Desportiva.
Em agosto, a entidade adotou a Política de Proteção da Categoria Feminina do Comitê Olímpico Internacional (COI). A regra restringe a elegibilidade na categoria feminina a atletas do sexo biológico feminino, conforme descrito no material.
A política havia sido criada em março de 2026 e também foi implementada pelo COI, pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV). Na CBV, a medida passou a valer para competições como as Superligas A e B da temporada 2026/27, a Supercopa de 2026 e a Copa Brasil de 2027.
Aos 41 anos, Tifanny é multicampeã pelo Osasco e foi a primeira atleta transexual a atuar no vôlei feminino brasileiro.
