Emily Lima deve deixar o comando do Corinthians após a derrota para o Cruzeiro na final da Libertadores feminina. O time paulista abriu vantagem de 3 a 0, chegou a fazer 4 a 2, mas permitiu o empate e perdeu por 5 a 4 nos pênaltis.

A treinadora reconheceu que o ambiente para sua permanência está desgastado e afirmou que terá uma conversa com Iris Seesso, diretora do clube. A saída ainda não foi oficializada, mas a expectativa apresentada pela fonte é de que a decisão seja concretizada nas próximas horas.

O revés foi o quarto vice-campeonato do Corinthians sob o comando de Emily em 2026. A equipe também perdeu as decisões da Copa dos Campeões, da Supercopa e do Campeonato Brasileiro. Na Copa do Brasil, foi eliminada nas oitavas de final.

Recuo e bola aérea definiram a final

A atuação na decisão aumentou a insatisfação das jogadoras. O Corinthians recuou depois de construir vantagem e sofreu três gols em jogadas pelo alto, fundamento apontado como uma das principais fragilidades da equipe.

A principal atacante corintiana criticou a mudança de postura e a marcação aérea. Ela disse que o time conhecia o ponto forte do Cruzeiro e classificou como inadmissível a forma como a equipe se comportou. A jogadora também mencionou o centésimo gol marcado na partida, mas afirmou que a conquista do título teria sido mais importante.

O resultado encerrou a campanha que poderia dar ao Corinthians o tetracampeonato consecutivo e o sétimo título da competição. O Cruzeiro, campeão, disputará a Copa das Campeãs da Fifa em 2027, com o Barcelona como adversário na semifinal. As duas equipes também garantiram vaga no primeiro Mundial de Clubes feminino, previsto para 2028, nos Estados Unidos.

Relação desgastada

Segundo o material, o relacionamento entre Emily e as jogadoras vinha se deteriorando por causa das quedas em decisões. O Corinthians é apontado como o clube que mais investe no futebol feminino no país, com folha salarial de R$ 2 milhões por mês.

O conteúdo também relata que salários e direitos de imagem ficaram atrasados por três meses e foram pagos antes da Libertadores. As premiações não seriam pagas desde 2025, incluindo as referentes aos vice-campeonatos de 2026. A situação teria provocado insatisfação no elenco e na comissão técnica.

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