O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou uma sequência de compromissos internacionais para os próximos dois meses, depois de ser reeleito. A programação inclui uma visita de Estado às Filipinas, a COP31, a cúpula do Mercosul e o encontro do G20, nos Estados Unidos.

O primeiro compromisso mencionado é a visita às Filipinas, marcada para o dia 13. A agenda deve incluir a assinatura de acordos bilaterais entre os dois países. Por se tratar de uma visita de Estado, também estão previstos encontros ministeriais, reuniões com representantes do Legislativo e cerimônias oficiais.

A viagem ocorre no contexto de uma tentativa do governo brasileiro de ampliar negócios com países do Sudeste Asiático. Lula também participará de atividades relacionadas à Asean, associação que reúne Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Mianmar, Brunei, Camboja, Laos e Timor-Leste. Segundo as informações divulgadas, o bloco reúne um Produto Interno Bruto estimado em US$ 4 trilhões.

Clima e Mercosul

Na COP31, o Brasil deverá transferir para a Turquia a presidência da Conferência do Clima da ONU, função exercida pelo governo brasileiro na COP30, realizada em novembro do ano passado, em Belém, no Pará. A equipe internacional do Palácio do Planalto ainda prepara o discurso de Lula. A orientação geral é defender o fortalecimento da cooperação multilateral no combate à mudança do clima.

A cúpula do Mercosul será realizada no Uruguai e poderá marcar um encontro entre Lula e o presidente argentino, Javier Milei. A participação do argentino ainda não está confirmada. Ele não compareceu à última cúpula, realizada em junho, em Assunção, no Paraguai.

Milei defende maior flexibilidade nas regras comerciais do bloco e afirma que o formato atual prejudica os negócios argentinos. As relações entre os governos de Brasil e Argentina também foram afetadas por críticas públicas do presidente argentino ao governo brasileiro. Segundo o material da CNN Brasil, o Brasil chamou de volta seu embaixador em Buenos Aires, enquanto o representante argentino foi orientado a retornar ao país, com redução do nível diplomático.

A equipe internacional que assessora Lula não considera haver, neste momento, condições políticas para autorizar o retorno do embaixador argentino. O tema é tratado em meio à discussão sobre uma possível participação do governo de Milei na saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, alegação que aparece no material sem comprovação apresentada. O governo argentino também não publicou comunicado reconhecendo a vitória de Lula nas eleições, segundo a reportagem.

Na reunião de dezembro, o Uruguai encerrará sua presidência temporária do Mercosul. O chanceler uruguaio, Mario Lubetkin, descartou que o país atue como mediador da crise entre Brasil e Argentina e defendeu a redução das tensões. O bloco também negocia a divisão das cotas de exportação sem tarifas para a União Europeia e anunciou o início de tratativas com o Japão para um acordo de associação econômica e cooperação.

Primeiro encontro com Trump após a eleição

O G20 será realizado na Flórida, nos Estados Unidos, nos dias 15 e 16 de dezembro, sob a presidência de Donald Trump. Até o momento, não há reunião bilateral previamente marcada entre Trump e Lula. Será a primeira vez que os dois estarão no mesmo ambiente desde a saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, conforme a descrição da reportagem.

O material também cita uma suspeita, publicada pelo The New York Times, de que a Casa Branca teria auxiliado a saída de Flávio Bolsonaro. A informação é apresentada como suspeita, sem provas mencionadas no texto. Trump ainda não teria parabenizado Lula pela vitória e vem sugerindo, sem apresentar evidências, que a eleição brasileira foi fraudada. Ao mesmo tempo, afirma gostar do presidente brasileiro e manter boa relação com ele.

A última reunião presencial entre os dois ocorreu em maio, durante uma visita oficial de Lula à Casa Branca. Em agosto, os presidentes conversaram por telefone durante cerca de uma hora e meia. Na ocasião, Lula defendeu a autenticidade do sistema eleitoral brasileiro e pediu que Trump não interferisse nas eleições do país.

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