A perda de espaço do centrão para o PL nas eleições de 2026 pode aproximar esses partidos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e favorecer uma aliança no Congresso, segundo avaliação da cientista política Lara Mesquita.

Professora da FGV-EESP (Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas), Mesquita participou do programa WW Especial: Para onde vai o Brasil após as eleições?, que será exibido neste domingo (1º), às 22h, no horário de Brasília.

Na análise, a cientista política afirmou que o avanço do PL ocorreu principalmente sobre siglas que integram o centro político, e não sobre os partidos de esquerda. “O crescimento (do PL) foi em cima desses partidos, não foi em cima das siglas da esquerda”, disse.

Pautas do governo podem definir articulação

Mesquita avaliou que o conteúdo das prioridades do governo será determinante para o resultado das negociações com o Legislativo. Na visão apresentada no programa, temas como segurança pública e ajuste fiscal poderiam aumentar a disposição do Congresso para votar com o governo.

A professora ponderou, porém, que um eventual acordo não representaria a aprovação integral da agenda do Executivo. “Não vai ser o ajuste fiscal que o governo quer, não vai ser a reforma da agenda de segurança pública exclusiva da vontade do PT, mas eu acho que é possível se chegar a um consenso e caminhar no sentido certo”, concluiu.

Apresentado por William Waack, o WW Especial é exibido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil. A edição mencionada no material será transmitida em 1º de novembro.

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