O banqueiro também foi perguntado pela delegada Janaina Palazzo, responsável pela investigação, sobre sua relação com políticos. Vorcaro não quis citar nomes de pessoas com quem tem relação e disse que seu trânsito pelos Três Poderes não teve relação com a tentativa de compra do Master pelo BRB. “Tenho amigos de todos os poderes. Não consigo nominar individualmente quem frequentava a minha casa. Não vejo qual a relação com o caso. As relações políticas não tiveram a ver com esse caso do BRB”, completou. Mais cedo, Toffoli retirou o sigilo do depoimento do banqueiro e do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa no inquérito que investiga as fraudes no Banco Master no STF. Na semana passada, após reportagens revelarem o encontro com Vorcaro, Ibaneis confirmou as reuniões, mas negou ter tratado sobre a operação com o Master. Em dezembro do ano passado, Toffoli decidiu que a investigação sobre o Banco Master deve ter andamento no STF, e não na Justiça Federal em Brasília. A medida foi tomada diante da citação de um deputado federal nas investigações. Parlamentares têm foro privilegiado na Corte. Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal. De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões Relacionadas“Conversei em algumas poucas oportunidades. O governador já foi a minha casa uma vez e eu já fui na casa dele. Nos encontramos poucas vezes, para conversas institucionais", afirmou.
Vorcaro se negou a informar senha do celular durante depoimento à PF
Toffoli retira sigilo de depoimentos de Vorcaro e ex-diretor do BRB
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