Virginia Fonseca voltou a ser o centro das atenções após uma reportagem da Revista Piauí afirmar que ela se tornou alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal. Nesta terça-feira (2), pouco depois da notícia viralizar, a influenciadora publicou story com uma frase enigmática.
“É sobre sermos gratos todos os dias por todas as coisas, e capazes de enxergar o quanto Deus é bom o tempo todo”, dizia a publicação de Virginia.
Além disso, após sofrer ataques verbais durante o amistoso da Seleção Brasileira nesse domingo (31), a influenciadora privou os comentários de suas publicações. Agora apenas amigos e pessoas que a empresária segue podem comentar.
No X, antigo Twitter, internautas comentaram sobre as prováveis investigações que apontam um possível envolvimento de Virginia com a facção PCC. “Meu Deus, ela e a Deolane na mesma cela iam render tanto conteúdo”, escreveu um usuário.
“Quem vai interpretar a Virginia na quarta temporada de Tremembé?”, ironizou outra internauta.
A influenciadora Virginia Fonseca estaria sendo investigada pela Polícia Federal após Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem movimentações consideradas atípicas em contas ligadas a ela e a empresas associadas, como a WePink.
As informações foram divulgadas pela Revista Piauí em reportagem publicada nesta terça-feira (2). Segundo a publicação, a investigação busca apurar a legalidade das operações financeiras envolvendo a influenciadora e suas empresas, bem como a origem dos recursos movimentados e a eventual prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro.
A reportagem afirma que os documentos analisados levantaram questionamentos sobre movimentações financeiras da Talismã Digital, empresa de Virginia e do ex-marido, o cantor Zé Felipe. Conforme a publicação, entre março e setembro de 2024, a companhia teria recebido R$ 22,4 milhões, dos quais R$ 21,4 milhões por meio de transferências via Pix e R$ 1 milhão por TED.
Segundo a revista, o volume das operações chamou a atenção porque o principal remetente dos recursos, a AMP Pay Marketing e Negócios, está enquadrado no Simples Nacional, regime tributário destinado a micro e pequenas empresas. Ainda de acordo com a reportagem, a empresa teria transferido R$ 17,7 milhões à Talismã Digital por meio de cinco operações via Pix.
A reportagem assinada pelos jornalistas João Batista Jr. e Alessandra Medina também aborda a origem da WePink e menciona uma suposta conexão indireta com pessoas investigadas por envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a publicação, os atuais sócios de Virginia, Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile, atuavam anteriormente na Pink Lash, empresa especializada em design de sobrancelhas e cílios que teve como sócia a enfermeira Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como "Japa do PCC".
De acordo com a piauí, Martins e Stabile posteriormente encerraram a sociedade com Karen Mori e fundaram a WePink ao lado de Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan. Karen Mori foi apontada pela Polícia Civil de São Paulo como uma das principais operadoras financeiras de um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
À revista, os advogados de Virginia negaram qualquer irregularidade nas operações mencionadas.
Sobre as transferências que somaram R$ 17,7 milhões da AMP Pay para a Talismã Digital, a defesa afirmou que os valores correspondem ao pagamento de cachês por campanhas publicitárias regularmente contratadas.
"Todas as operações foram regularmente declaradas perante os órgãos fiscais competentes, com emissão das respectivas notas fiscais", afirmou a defesa.
Em relação ao alerta sobre a movimentação financeira da WPink Suplementos Nutricionais, os advogados sustentaram que não houve ilegalidade.
"A empresa utiliza de forma esporádica o mecanismo de antecipação de recebíveis de cartão de crédito, prática lícita e amplamente adotada no mercado", disseram.
Já sobre os depósitos realizados em diferentes caixas eletrônicos, a defesa informou que os valores correspondem a parte da receita obtida nas vendas realizadas diariamente pelos quiosques da marca.





