O CEO da Exxon, Darren Woods, declarou na 6ª feira (9.jan.2026) que a empresa não considera, hoje, a Venezuela um bom investimento. Ele afirmou que são necessárias “mudanças significativas” no país sul-americano. A declaração foi feita em reunião de representantes de grandes empresas do setor do petróleo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).
O republicano anunciou na 3ª feira (6.jan) que o governo venezuelano concordou em vender aos EUA de 30 a 50 milhões de barris. Woods afirmou ter “interesse na Venezuela” e que o país representa uma “oportunidade” para a empresa.
“Adotamos uma perspectiva de longo prazo nos investimentos que fazemos, que abrange décadas e décadas. Não entramos em nenhuma oportunidade com uma mentalidade de curto prazo”, declarou Woods.
Segundo ele, as oportunidades precisam ser vantajosas para a empresa e os acionistas, para o governo e para a população.
“Deve ser um ganho para a empresa e nossos acionistas, criando retorno para os investimentos que fazemos. Deve ser um ganho para o governo, já que os recursos são um ponto importante de receita. E deve ser um ganho para o povo”, afirmou.
Woods declarou que a Exxon tem uma “longa história” na Venezuela. “Nossos ativos foram confiscados lá duas vezes, e você pode imaginar que reentrar uma 3ª vez exigiria algumas mudanças bastante significativas em relação ao que vimos historicamente”, disse.
Entre as mudanças que considera necessárias, o CEO da Exxon mencionou reformas no sistema jurídico, nas proteções de investimento e nas leis de hidrocarbonetos.
“Com esta administração e com o presidente Trump trabalhando em conjunto com o governo [da Venezuela], essas mudanças podem ser implementadas”, afirmou Woods.
Durante a reunião, Trump disse que as empresas norte-americanas “terão a oportunidade de reconstruir a infraestrutura energética apodrecida da Venezuela” e aumentar a produção de petróleo “a níveis jamais vistos antes”.
Trump disse que os EUA vão garantir a segurança física e financeira das empresas de petróleo que investirem na Venezuela, mas não forneceu detalhes.
“A Venezuela passou a contar com segurança total. É um país completamente diferente agora. O sucesso da Venezuela será expressivo, e o povo dos EUA poderá ser um dos grandes beneficiários, devido à capacidade de extração de recursos de forma ímpar, algo raramente visto”, disse.
O republicano afirmou que a reunião de 6ª feira (9.jan) teve como objetivo firmar compromissos com as empresas.
“O plano é que elas invistam pelo menos US$ 100 bilhões do próprio bolso. Não dinheiro do governo. Elas não precisam de dinheiro do governo, mas precisam de proteção e segurança do governo para garantir que todo esse dinheiro investido seja recuperado e que elas obtenham um retorno muito bom”, declarou.





