• Domingo, 11 de janeiro de 2026

Venezuela anuncia processo para retomar relação diplomática com EUA

País sul-americano fala em abordar a ação militar norte-americana diante do “marco do direito internacional”.

A Venezuela informou que vai iniciar “processo exploratório diplomático” com os Estados Unidos para restabelecer as relações diplomáticas entre os 2 países, rompidas desde 2019. 

Segundo comunicado divulgado na 6ª feira (9.jan.206) pelo chanceler Yván Gil, a retomada das relações diplomáticas vai abordar, entre outros pontos, a “agressão e o sequestro” de Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, além de uma agenda de trabalho de interesse mútuo.pastedGraphic.pngpastedGraphic.png

“O governo da República Bolivariana da Venezuela reitera a denúncia a nível internacional que foi vítima de uma agressão criminosa, ilegítima e ilegal contra o seu território e o seu povo, ação que deixou mais de uma centena de mortes de civis e militares, que em defesa da pátria, foram mortos em flagrante violação do direito internacional”, diz o comunicado.

Conforme o texto, a retomada do diálogo busca abordar a ação militar diante do “marco do direito internacional” e em “estrito apego aos princípios da soberania nacional” e da diplomacia de paz da Venezuela.

A captura de Maduro foi classificada pelo governo brasileiro como grave, durante reunião extraordinária do Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos). Na ocasião, o embaixador do Brasil junto à entidade, Benoni Belli, afirmou que o momento atual evoca tempos considerados ultrapassados, mas que voltam a assolar a América Latina e o Caribe.

Diante do cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou com outros líderes da América Latina. 

Na 5ª feira (8.jan), Lula recebeu uma ligação do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, para tratar do tema. Brasil e Colômbia compartilham as maiores fronteiras terrestres com a Venezuela, com mais de 2.000 km de extensão cada uma.

“Os 2 mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. E destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”, disse o Palácio do Planalto, em nota.

Ainda na 5ª feira (8.jan), o Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução que determina a interrupção do uso da força contra a Venezuela sem autorização expressa do Congresso Nacional.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse que seu país pode controlar a receita com a venda de petróleo da Venezuela por anos. O republicano já havia afirmado que os EUA se apropriaram de 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, que seriam destinados ao refino e à venda.

Com informações da Agência Brasil.

Por: Poder360

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