• Terça-feira, 9 de junho de 2026

Vale quer dobrar produção de cobre e ser protagonista em minerais críticos

Em Belo Horizonte, o CEO Gustavo Pimenta destacou que a empresa tem como objetivo voltar a ser uma das maiores mineradoras do mundo

A Vale quer se transformar em uma das protagonistas na área de minerais críticos para a indústria nos próximos anos, dobrando a produção de cobre e ampliando a exploração de níquel. Em uma palestra no evento Qualidade 360º, realizado pela Rede Metrológica de Minas Gerais (RMMG) na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), em Belo Horizonte, nesta terça-feira (9), o CEO Gustavo Pimenta disse que o objetivo da empresa é voltar a ser uma das principais mineradoras do mundo.

Segundo o executivo, o Brasil como um todo tem o maior potencial minerário existente no mundo, uma vez que tem reservas de todos os minerais críticos em escala. Pimenta classificou essa classe de minerais como o “petróleo do próximo século”. “O Brasil tem um potencial, inclusive, de se posicionar politicamente de uma forma muito única. E a Vale quer ter um papel nisso, nosso papel é retomar esse protagonismo”, disse.

Pimenta explicou que, atualmente, a Vale produz 380 mil toneladas de cobre por ano, enquanto as grandes mineradoras já superam 1 milhão de toneladas. Para ele, a Vale ficou para trás na corrida do cobre, mas tem um dos maiores potenciais minerais do mundo no complexo da floresta de Carajás, no Pará.

“A gente está apostando muito no cobre, que é fundamental para datacenters, eletrificação e tudo mais. (...) No cobre a gente ficou um pouquinho para trás e temos um objetivo de dobrar (a produção), ou ir além disso. Acho que temos uma oportunidade muito grande de ser um dos grandes operadores de cobre, que se conecta muito com várias dessas tendências seculares que a gente está observando”, disse.

Sobre o níquel, o CEO da Vale destacou que a empresa já é a maior produtora no mundo ocidental com uma operação no Canadá, abastecendo inclusive o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Ele também destacou que a empresa dobrou a capacidade de produção do complexo de Onça Puma, no sudeste do Pará. “Temos um posicionamento único no níquel”, declarou.

Por: ITATIAIA

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