O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou no domingo (29.mar.2026) que o Irã liberou a passagem de 20 navios petroleiros pelo estreito de Ormuz. As forças iranianas estão impedindo a passagem de algumas embarcações pela rota comercial –por onde passa cerca de 25% do transporte mundial de navios petroleiros–, elevando o preço do barril de petróleo em 52% desde o início da guerra em 28 de fevereiro.
Trump disse a jornalistas a bordo do Air Force One que o Irã permitiria a passagem dos navios a partir desta 2ª feira (30.mar) como um “sinal de respeito” aos EUA. Ele declarou que a decisão de Teerã é um sinal de que as negociações para encerrar o conflito estavam em andamento.
“Eu diria que estamos indo extremamente bem nessa negociação. Mas nunca se sabe com o Irã, porque negociamos com eles e depois sempre temos que bombardeá-los”, disse Trump.
O republicano não informou para onde os 20 navios petroleiros estavam indo ou a quem pertenciam. Na semana passada, o Irã havia permitido que cerca de 10 navios transitassem pelo estreito.
Trump afirmou que os EUA e o Irã têm se reunido “direta e indiretamente” e que os novos líderes iranianos têm sido “muito razoáveis”. Ele disse que houve uma mudança de regime no Irã depois de os EUA terem eliminado autoridades do país.
“O regime que era realmente ruim, realmente maligno, foi o 1º. Esse acabou. O 2º foi nomeado e já se foi, estão todos mortos, exceto 1 que talvez ainda tenha um pouco de vida. E então resta só o 3º grupo. E esse 3º grupo parece ser muito mais razoável”, declarou.
Assista ao vídeo da declaração de Trump:
No domingo (29.mar), chanceleres de Paquistão, Turquia, Egito e Arábia Saudita discutiram em Islamabad, capital paquistanesa, propostas para reabrir o estreito de Ormuz. Já o Irã declarou que está pronto para responder a qualquer ofensiva por parte dos norte-americanos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), ordenou ao Exército do país que expanda suas operações no sul do Líbano. Segundo Netanyahu, a ação visa a “afastar o fogo de mísseis antitanque” da fronteira israelense.
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