O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que não pretende utilizar armas nucleares contra o Irã, ao ser questionado por jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.
Ao responder à pergunta, Trump descartou a possibilidade e criticou o questionamento. Segundo ele, não haveria motivo para o uso desse tipo de armamento, afirmando que os Estados Unidos já teriam imposto perdas significativas ao Irã sem recorrer a um ataque nuclear.
A declaração ocorre após falas anteriores do presidente, feitas duas semanas atrás, em que mencionou que “uma civilização inteira morreria” caso o Irã não aceitasse um acordo, o que gerou questionamentos de críticos sobre uma possível referência a armamento nuclear. Posteriormente, Estados Unidos e Irã chegaram a um cessar-fogo antes que a ameaça fosse concretizada.
Mais cedo, Trump também afirmou que não está sob pressão para encerrar o conflito e que um eventual acordo só será firmado quando considerar adequado para os interesses americanos. Em publicação na rede social Truth Social, disse ter “todo o tempo do mundo”, ao passo que o Irã enfrentaria maior urgência.
O presidente ainda listou ações militares atribuídas aos Estados Unidos, afirmando que forças iranianas teriam sido significativamente enfraquecidas, com perdas na Marinha, Força Aérea e sistemas de defesa.
No campo militar, Trump informou ter ordenado à Marinha americana que ataque e destrua qualquer embarcação iraniana envolvida na instalação de minas no Estreito de Ormuz, área estratégica para o transporte global de petróleo e gás. Segundo ele, operações de desminagem já estão em andamento e devem ser intensificadas.
A medida ocorre em meio ao aumento das tensões na região e a discussões sobre alternativas para manter o fluxo do tráfego marítimo no estreito. Apesar das declarações do governo americano sobre a destruição da capacidade naval iraniana, há relatos de que o país ainda mantém ativos militares, incluindo embarcações de pequeno porte ligadas à Guarda Revolucionária.
* Com informações da CNN





