O setor aéreo brasileiro consolidou uma trajetória de expansão no primeiro trimestre de 2026, registrando uma alta de 7,7% na movimentação de passageiros em comparação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com um levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos, baseado em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o fluxo total de embarques entre voos domésticos e internacionais ultrapassou a marca de 33,5 milhões de pessoas nos primeiros três meses do ano.
O desempenho foi impulsionado majoritariamente pelo mercado internacional, que apresentou um salto expressivo de 13% no trimestre, totalizando mais de 8,3 milhões de viajantes. Já o segmento doméstico também manteve um ritmo positivo, com crescimento de 6% e um volume de cerca de 25,2 milhões de passageiros transportados.
Apenas no mês de março, o país registrou um recorde histórico para o período, com 10,6 milhões de passageiros, dos quais 8 milhões correspondem a voos internos e 2,6 milhões a rotas para o exterior. Esse resultado representa uma elevação anual de 3,1% para o mês, refletindo um aumento de 1,3% no tráfego doméstico e uma expansão de 8,9% nas operações internacionais.
Para sustentar esse crescimento e enfrentar a pressão dos custos operacionais, o governo federal implementou medidas de alívio financeiro às companhias, incluindo a isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação (QAV) e o adiamento da cobrança de tarifas de navegação aérea. Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, novas ações estão sendo estudadas com o objetivo de conter os impactos desses custos sobre os preços das passagens pagas pelos consumidores.
Com informações de Estadão Conteúdo





