Senador Sérgio Moro foi juiz titular da Vara Federal em Curitiba - Lula Marques/ Agência Brasil
Inquérito
O inquérito sigiloso foi aberto no ano passado a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), após apurações da Polícia Federal (PF) terem apontado a necessidade de aprofundar as investigações sobre declarações do empresário e ex-deputado estadual do Paraná Antônio Celso Garcia, conhecido como Tony Garcia. O caso remonta a um acordo de colaboração premiada firmado em 2004 por Garcia, após ele ser preso pela PF sob a acusação de gestão fraudulenta do Consórcio Nacional Garibaldi, em processo anterior à Lava Jato. Ele acusa Moro de intimidá-lo a gravar investigados e “trabalhar” para obter provas contra políticos e outras figuras proeminentes. Em nota enviada à Agência Brasil, Moro afirmou que as buscas desta quarta "apenas confirmarão que os relatos de Tony Garcia são mentirosos". O parlamentar disse que "não tem qualquer preocupação com o amplo acesso pelo STF aos processos que atuou como juiz". "Não houve qualquer irregularidade no processo de quase 20 anos atrás que levou à condenação de Tony Garcia por ter se apropriado de recursos de consorciados do Consórcio Garibaldi", diz o texto. Moro defende que o Supremo não tem competência para julgar o caso, uma vez que os fatos investigados não têm relação com sua atividade parlamentar ou como ministro da Justiça. A Justiça Federal do Paraná disse que não vai se manifestar. *Matéria ampliada às 13h55 para incluir os quatro últimos parágrafos com posicionamento dos citados Relacionadas
Juiz Antonio Bonat assume vara federal responsável pela Lava Jato





