• Segunda-feira, 9 de março de 2026

Tem que acabar a casta dos intocáveis no Brasil, diz Zema sobre Moraes

Zema afirmou que “casta existe na Índia” ao apresentar pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse nesta 2ª feira (9.mar.2026) que “casta existe na Índia” e defendeu acabar com o que chamou de “casta dos intocáveis” no Brasil ao se referir ao STF (Supremo Tribunal Federal). Zema anunciou junto com a bancada do Novo mais um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes –que já acumula mais de 40.

“Não podem mais existir nesse país os intocáveis. Casta existe na Índia. Aqui no Brasil temos que acabar com essa casta dos intocáveis. Se nós já tivemos 2 presidentes da República afastados, na minha opinião, já passou da hora de o mesmo acontecer com ministros do STF. Isso é pelo bem do Brasil e das instituições”, afirmou Zema, que é pré-candidato à Presidência.

Segundo Zema, “é uma Corte que hoje não tem moral nenhuma para julgar nada. Não vejo Moraes e Toffoli, com moral nenhum para dar nenhuma decisão. São pessoas que estão ocupando cargo e seu tempo com interesse pessoal. Não são servidores públicos”.

O governador disse que há “um pequeno grupo que se julga intocável, capaz de fazer de tudo e ficar imune”. E afirmou: “Não é porque alguém julga que não pode ser julgado”.

O pedido de impeachment anunciado nesta 2ª feira (9.mar) se baseia em mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O material indica que Moraes pode ter sido provocado a atuar em favor de interesses do empresário em investigações relacionadas ao Banco Master. 

Os autores do pedido de impeachment sustentam que o conteúdo das mensagens mostra uma tentativa de interferência em decisões judiciais e levanta suspeitas de crimes como tráfico de influência e corrupção passiva.

O texto também cita o pagamento de R$ 130 milhões em honorários advocatícios ao escritório de Viviane Barci, mulher de Moraes, em processos relacionados ao caso, o que, segundo os proponentes, configura indício de conflito de interesses.

O Novo decidiu abrir frentes simultâneas de atuação institucional:

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, disse que o partido mobilizou diferentes instrumentos institucionais porque “não é possível tratar um caso dessa gravidade com silêncio ou omissão”.

Por: Poder360

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