- Exportações: US$ 31,904 bilhões, alta de 6,6% em relação a maio do ano passado;
- Importações: US$ 24,081 bilhões, alta de 5,3% na mesma comparação.
Acumulado
Nos cinco primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 32,662 bilhões, valor 34,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Além da recuperação das commodities (bens primários com cotação internacional), o crescimento deve-se à importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, operação que não se repetiu em 2026. A composição ficou a seguinte:- Exportações: US$ 148,571 bilhões, alta de 8,7% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado;
- Importações: US$ 115,908 bilhões, alta de 3,2% na mesma comparação.
Setores
Na distribuição por setores da economia, as exportações em maio variaram da seguinte forma em relação ao mesmo mês do ano passado:- Agropecuária: +9,8%, com alta de 6,1% no volume e de 2,8% no preço médio;
- Indústria extrativa: -1,9%, puxada pelo petróleo, com queda de 26,6% no volume e crescimento de 33,8% no preço médio;
- Indústria de transformação: +9%, com alta de 1% no volume e de 7,4% no preço médio.
Produtos
Os principais produtos responsáveis pela alta das exportações em maio foram os seguintes:- Agropecuária: soja (+14,6%); algodão bruto (+45,3%); e milho não moído, exceto milho doce (+267,2%);
- Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-9,3%); minério de ferro (-15,2%) compensados pelo crescimento das vendas de minério de cobre (+149,4%);
- Indústria de transformação: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+50,2%); combustíveis (+75,2%); e ouro não monetário (+56,7%).
Importações
Em relação às importações, a alta está vinculada principalmente a veículos, cujas compras do exterior subiram US$ 833,5 milhões em maio na comparação com o mesmo mês de 2025. Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:- Agropecuária: pescados (+38,1%); produtos hortícolas (+26,6%); e soja (+24,4%);
- Indústria extrativa: fertilizantes brutos (exceto adubos) (+68,4%); carvão não aglomerado (+59,8%); e linhita e turfa (+115,1%);
- Indústria de transformação: combustíveis (+45,2%); válvulas e tubos termiônicos (+49%); e automóveis de passageiros (+80,1%).
Projeções
Para este ano, o Mdic projeta superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, alta de 5,9% em relação ao resultado positivo de US$ 68,1 bilhões em 2025. Segundo o Mdic, as exportações deverão encerrar o ano em US$ 364,2 bilhões, alta de 4,6% em relação a 2025. As importações deverão chegar a US$ 280,2 bilhões em 2026, aumento de 4,2% na comparação com o ano passado. As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em julho. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões. As estimativas do Mdic estão menos otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 76,2 bilhões, projeção que subiu após o início da guerra no Oriente Médio. Relacionadas
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