A economia de Mato Grosso recebeu um sinal verde decisivo para o seu crescimento a longo prazo. Em um anúncio que repercute positivamente em toda a cadeia produtiva, o Governo do Estado confirmou que não haverá a reedição do Fethab 2 para o ano de 2027. A medida, apresentada pelo governador Otaviano Pivetta durante seminário com lideranças do setor, inclui ainda o congelamento dos valores atuais do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) até o encerramento de 2026.
Esta decisão não é apenas administrativa, mas o resultado de uma articulação técnica rigorosa liderada pelo Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), em conjunto com a Famato e o Fórum Agro MT. O objetivo central é desonerar quem produz, garantindo que o estado continue sendo o celeiro do país sem sufocar as margens de lucro dos produtores e da indústria.
O papel da inteligência de dados e a articulação técnicaA vitória não veio por acaso. O Sindifrigo-MT enfatiza que a decisão governamental foi pautada em dados sólidos fornecidos pelo IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O instituto demonstrou, por meio de estudos sazonais, a pressão crescente sobre os custos de produção, que vinham sendo corroídos pela inflação de insumos e custos logísticos.
Sob a liderança de Vilmondes Tomain, presidente da Famato, as entidades do setor demonstraram que a manutenção de impostos extraordinários, como o Fethab 2, poderia comprometer a capacidade de reinvestimento das fazendas e frigoríficos.
Por que esta medida é crucial agora?| Impacto Esperado | Descrição da Melhoria |
| Redução de Custos | Menor incidência de taxas sobre o transporte de grãos e gado. |
| Previsibilidade | O produtor pode planejar safras e investimentos para 2027 sem surpresas fiscais. |
| Competitividade | Carne e grãos de MT tornam-se mais atraentes no mercado internacional. |
| Equilíbrio Fiscal | O Estado mantém investimentos em infraestrutura sem aumentar a alíquota. |
O Sindifrigo-MT reforça que a não reedição do Fethab 2 é um reconhecimento direto à importância da indústria frigorífica, que processa a riqueza gerada no campo e gera milhares de empregos diretos no estado. Mato Grosso hoje ostenta o maior rebanho bovino do Brasil (mais de 34 milhões de cabeças, segundo o IBGE/IMEA), e a eficiência tributária é o que permite ao estado competir globalmente.
“A decisão demonstra sensibilidade às demandas do setor produtivo, ao mesmo tempo em que preserva a responsabilidade fiscal e garante a continuidade dos investimentos em infraestrutura no Estado”, afirmou o Sindifrigo-MT em nota.





