• Quinta-feira, 3 de abril de 2025

Servidores paulistanos marcam nova paralisação para 25 de abril

Após primeiro ato nesta 4ª feira (2.abr), sindicato promete nova mobilização no mesmo dia de greve de professores estaduais.

Servidores paulistanos realizaram uma paralisação nesta 4ª feira (2.abr.2025) por um reajuste salarial de 12,9%. Sem acordo com a prefeitura, os funcionários municipais decidiram realizar uma nova paralisação em 25 de abril, mesma data em que professores estaduais prometem entrar em greve.

A Aprofem (Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo) reivindica, além do reajuste salarial, o fim da contribuição de 14% de aposentados e pensionistas e a incorporação de abonos nas carreiras de educação. Pela manhã, manifestantes se reuniram em frente ao prédio da prefeitura, no viaduto do Chá.

O sindicato afirmou que cerca de 3.500 pessoas participaram na manifestação em frente à prefeitura, entre servidores da educação, saúde, cultura, assistência social, segurança urbana, habitação, subprefeituras e outras áreas.

Segundo a administração municipal, a paralisação desta 4ª feira (2.abr) teve baixa adesão na rede de ensino. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) ameaçou descontar salários de quem parasse. “Não existe razoabilidade numa atitude como essa. Esse é um serviço essencial. As pessoas que forem utilizar essa prática para fazer política partidária, nós vamos descontar”, disse Nunes.

Após a fala de Nunes, parlamentares do PSOL solicitaram ao Ministério Público do Trabalho e ao Grupo de Atuação Especial de Educação da Promotoria a investigação de possível assédio moral. “A prática do prefeito, ao ameaçar descontar salários dos servidores grevistas, configura abuso de poder e assédio, uma vez que essa atitude contraria a legislação que garante o direito de manifestação e greve sem represálias”, afirmaram.

 

Por: Poder360

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