Servidores paulistanos realizaram uma paralisação nesta 4ª feira (2.abr.2025) por um reajuste salarial de 12,9%. Sem acordo com a prefeitura, os funcionários municipais decidiram realizar uma nova paralisação em 25 de abril, mesma data em que professores estaduais prometem entrar em greve.
A Aprofem (Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo) reivindica, além do reajuste salarial, o fim da contribuição de 14% de aposentados e pensionistas e a incorporação de abonos nas carreiras de educação. Pela manhã, manifestantes se reuniram em frente ao prédio da prefeitura, no viaduto do Chá.
O sindicato afirmou que cerca de 3.500 pessoas participaram na manifestação em frente à prefeitura, entre servidores da educação, saúde, cultura, assistência social, segurança urbana, habitação, subprefeituras e outras áreas.
Segundo a administração municipal, a paralisação desta 4ª feira (2.abr) teve baixa adesão na rede de ensino. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) ameaçou descontar salários de quem parasse. “Não existe razoabilidade numa atitude como essa. Esse é um serviço essencial. As pessoas que forem utilizar essa prática para fazer política partidária, nós vamos descontar”, disse Nunes.
Após a fala de Nunes, parlamentares do PSOL solicitaram ao Ministério Público do Trabalho e ao Grupo de Atuação Especial de Educação da Promotoria a investigação de possível assédio moral. “A prática do prefeito, ao ameaçar descontar salários dos servidores grevistas, configura abuso de poder e assédio, uma vez que essa atitude contraria a legislação que garante o direito de manifestação e greve sem represálias”, afirmaram.