• Sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Separatistas do Iêmen anunciam a criação de Estado independente no sul

Grupo separatista anunciou a criação de um Estado independente, chamado Arábia do Sul, após conquistar novos territórios no Sul do país

Um grupo separatista, que controla partes do sul do anunciou a criação de um Estado independente no país e a entrada em uma fase de transição política pelos próximos dois anos. A medida, que aumenta a tensão na frágil nação do Oriente Médio, foi anunciada pelo Conselho de Transição do Sul (STC). O novo território foi nomeado pelo grupo como Arábia do Sul, e incluí porções no sul do Iêmen localizadas próximas a fronteira com a em uma região rica em petróleo. No último mês, o STC avançou na ofensiva e conquistou as províncias iemenitas de Hadramout e Mahra. O objetivo do grupo é restaurar a independência do sul do Iêmen, que se unificou com o norte em 1990. Ao anunciar a criação do Estado, os separatistas também divulgaram uma constituição dividida em quatro capítulos, com 23 artigos ao todo. Leia também No comunicado, o chefe do STC, Al Zubaidi, convocou a “comunidade internacional a patrocinar o diálogo entre as partes interessadas do sul e do norte”, controlado em boa parte pelos desde o início da guerra civil no país. O Iêmen enfrenta um conflito civil desde 2014, quando os Houthis, apoiados pelo tomaram o controle da capital Sanna e de outras partes do país. Desde então, o país está fragmentado, com partes do território sendo controladas por atores distintos. Para a comunidade internacional, o governo iemenita reconhecido é o Conselho de Liderança Presidencial (CLP), instituído em 2022, que controla de partes do sul e do leste do país. Além disso, o caos no Iêmen também incluí atores externos, como uma coalizão militar de países árabes e africanos, liderada pela Arábia Saudita, que busca conter o avanço dos Houthis. De acordo com o porta-voz da coalizão militar saudita, Turk al-Maliki, a operação visava destruir barcos estacionados em um porto iemenita, vindos dos Emirados Árabes Unidos com armas para os separatistas do Conselho de Transição do Sul. Apesar de ter participado ativamente da aliança militar contra os Houthis, os Emirados Árabes Unidos passaram a ser acusados de apoiar o grupo separatista do sul — o que nega. Por isso, o chefe do governo iemenita reconhecido internacionalmente, Rashad al-Alimi, rompeu um pacto de defesa com os e pediu a retirada de tropas emiradenses do país em 30 de dezembro de 2024. Enquanto isso, ataques sauditas contra posições do STC no sul do Iêmen continuam sendo registrados nos últimos dias.  
Por: Metrópoles

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