• Terça-feira, 31 de março de 2026

Sem provas, Lindbergh diz que caso de Gaspar envolve escravidão e pedofilia

Sem provas, Lindbergh diz que caso de Gaspar envolve escravidão e pedofilia | Poder Congresso

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou nesta 3ª feira (31.mar.2026) o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) de envolvimento com “pedofilia”, “trabalho escravo”, “extorsão” e “tentativa de suborno”. O congressista, no entanto, não apresentou provas públicas das alegações, mas disse tê-las entregue à Polícia Federal.

Segundo Lindbergh, ele e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) estiveram na Polícia Federal para anexar gravações e informações à notícia-crime já protocolada. Disse que os nomes das supostas vítimas, incluindo uma criança e uma jovem, foram entregues às autoridades, mas não podem ser divulgados.

O deputado afirmou que recebeu informações de “duas jornalistas do Rio de Janeiro com credibilidade” na 4ª feira (25.mar.2026) sobre indícios de que uma adolescente teria sido estuprada no passado e trabalhado de forma gratuita na residência de Gaspar, o que, segundo ele, configuraria “trabalho escravo”. Também mencionou a existência de gravações que indicariam tentativa de pagamento de R$ 400 mil para silenciar o caso.

Segundo ele, as informações são “consistentes” e devem vir a público com o avanço das investigações. Até o momento, não há confirmação oficial das acusações por parte da Polícia Federal.

Lindbergh criticou Gaspar e disse que ele apresentou “versões contraditórias” ao tentar explicar as acusações. De acordo com o petista, Gaspar teria inicialmente atribuído o caso a um parente e apresentado exame de DNA que não teria relação com as denúncias.

“Seu Alfredo Gaspar, nós não temos medo. E pare de mentir. O único jeito de você resolver esse problema é entregando o seu material genético à Polícia Federal, não é apresentando o DNA de um primo, de uma pessoa de 20 e tantos anos, de um assunto passado”, disse o petista em coletiva.

O congressista afirmou ainda que ingressou com queixa-crime e acionou o Conselho de Ética da Câmara contra Gaspar por “ataques pessoais”. Disse que não se sente intimidado e que levará o caso “até as últimas consequências”.

Apesar das declarações, Lindbergh reconheceu que pode ter se precipitado ao mencionar o episódio durante a última sessão da CPMI do INSS, mas sustentou que formalizou as denúncias posteriormente. Ele defendeu que a investigação seja conduzida pela Polícia Federal, e não por instâncias locais, para evitar risco de interferência.

Gaspar protocolou nesta 3ª feira (31.mar.2026) uma queixa-crime no STF (Supremo Tribunal Federal) e uma representação criminal na PGR (Procuradoria Geral da República) contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke.

O relator acusa os congressistas de calúnia, denunciação caluniosa e coação no curso do processo. A medida se deu depois de a senadora e o deputado do PT acusarem, sem provas, Alfredo Gaspar de estuprar uma menor de idade.

Gaspar disse que as acusações são uma “cortina de fumaça” articulada pelo governo para desviar o foco das conclusões da CPMI do INSS, que pediu o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.

“Até bandido devia ter limite moral. Enfrentei o esgoto da política, mas vou até o final para processar, cassar e prender Lindbergh e Soraya”, afirmou.

Durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS, o relator criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou, na 5ª feira (26.mar), a liminar do ministro André Mendonça que autorizava a prorrogação da comissão. A CPMI investiga fraudes em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas do INSS.

Gaspar disse que iria ler uma “poesia que define o dia de ontem” e leu trecho de um discurso do ex-ministro Luís Roberto Barroso em 2018. Na ocasião, Barroso e o ministro Gilmar Mendes trocaram ofensas no plenário do STF durante julgamento sobre o fim das doações ocultas. Barroso disse que Gilmar era “uma pessoa horrível” e, em seguida, afirmou que o colega era “uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”.

Ao fim da leitura, Lindbergh questionou: “Isso é um relatório ou um circo?”. Gaspar respondeu: “Deputado lindinho, não estamos falando de Odebrecht”.

Em seguida, o petista chamou o relator de “estuprador”. Gaspar replicou: “Sou estuprador de corrupto, como Vossa Excelência”.

Por: Poder360

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