• Quinta-feira, 4 de junho de 2026

São Paulo rescinde com médico após polêmica com canetas emagrecedoras

Os medicamentos utilizados pelo médico e nutrólogo Eduardo Rauen não tinham autorização da Anvisa. O médico foi desligado do clube

Após a polêmica relacionada às canetas emagrecedoras, o São Paulo demitiu o médico e nutrólogo Eduardo Rauen. O vendedor dos produtos utilizados pelo clube não tinha autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo informações, ele foi o responsável por indicar e aplicar o medicamento em dois atletas do elenco do Tricolor. São Paulo rescinde com médico após polêmica com canetas emagrecedoras - destaque galeria3 imagens Jogadores do São Paulo comemorando gol diante do VascoSão Paulo enfrentou muitas lesões na temporadaFechar modal. MetrópolesEstudo com pacientes que pararam tratamento com Mounjaro mostra que eles tendem a engordar de novo e ter piora nos índices cardiometabólicos
1 de 3 Estudo com pacientes que pararam tratamento com Mounjaro mostra que eles tendem a engordar de novo e ter piora nos índices cardiometabólicos Matthew Horwood/Getty Images Jogadores do São Paulo comemorando gol diante do Vasco2 de 3 Jogadores do São Paulo comemorando gol diante do Vasco Lucas Figueiredo/Getty Images São Paulo enfrentou muitas lesões na temporada3 de 3 São Paulo enfrentou muitas lesões na temporada Alexandre Schneider/Getty Images Entenda Um medicamento utilizado para emagrecimento e indicado a jogadores do foi distribuído de forma irregular, fora das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (). A caneta emagrecedora, como é conhecida, era negociada por uma pessoa física, sem permissão legal para comercialização no Brasil. O remédio, conhecido como Mounjaro, era oferecido mediante pagamento direto e com promessa de entrega imediata, sem a exigência de prescrição médica. O valor cobrado era elevado e o fornecedor afirmava que o produto vinha do exterior, prática que inviabiliza sua venda regular no país. Segundo informação revelada pelo UOL, o fornecedor relatou que o medicamento era indicado a atletas do São Paulo e também fornecido a pessoas ligadas à diretoria do clube. Ao ser informado de que conversava com um jornalista, mudou o discurso e passou a negar a comercialização, alegando que havia trazido poucas unidades apenas como favor a conhecidos. Apesar da versão posterior, a investigação identificou quem recebia os pagamentos relacionados às indicações feitas no ambiente do clube. O responsável utilizava linguagem típica de venda, mencionava estoque limitado, divulgava promoções e compartilhava materiais com orientações de uso das canetas. A Anvisa afirmou que qualquer venda de medicamentos por pessoas físicas é considerada irregular e que remédios só podem ser comercializados por farmácias ou drogarias autorizadas. O São Paulo informou que desconhecia a origem do produto, abriu apuração interna e encerrou a parceria com o médico envolvido.
Por: Metrópoles

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