A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) rejeitou na madrugada deste sábado (28.mar.2026) o relatório final que pedia o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e outras 215 pessoas suspeitas de estarem envolvidas no esquema de fraudes no órgão.
Ao todo, 19 congressistas votaram contra o texto apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL). Outros 12 senadores e deputados votaram a favor, a maioria do PL e do Novo.

Eis como votaram:
Contra:
A favor:
A derrota da oposição foi consolidada por uma articulação do Palácio do Planalto, que mobilizou líderes de PT, PSD e partidos de centro, como o PP e o Republicanos.
O relatório original apontava indícios de tráfico de influência, irregularidades em contratos no INSS e indiciava 2 ex-ministros da Previdência.
A base do governo argumentou que o texto era inepto e havia sido construído como ferramenta política. Com a rejeição do relatório, a CPI foi encerrada sem qualquer recomendação de indiciamento ao Ministério Público.
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O dia foi marcado por conflitos entre oposição e governistas, que chegaram a apresentar um texto paralelo para substituir o oficial. Houve também a apresentação da Notícia de Fato do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) contra Gaspar por estupro de vulnerável, o que foi negado pelo relator. Leia mais nesta reportagem.
A leitura do relatório foi iniciada por Gaspar no dia seguinte à decisão do Supremo Tribunal Federal que impediu a extensão do prazo da CPMI. A maioria dos ministros entendeu que a prerrogativa para prorrogar a comissão é exclusiva do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A CPMI foi instalada para investigar fraudes no INSS, com foco em descontos associativos e consignados. Ao longo dos trabalhos, realizou interrogatórios, analisou documentos e aprovou quebras de sigilo.
Segundo as investigações os aposentados — especialmente os de baixa renda — foram os principais prejudicados, com descontos realizados sem consentimento e, em muitos casos, sem conhecimento do motivo.
A comissão realizou 38 reuniões, entre sessões deliberativas e oitivas de testemunhas e investigados. Congressistas também aprovaram convocações, requerimentos de informação e compartilhamento de dados com órgãos de controle.
Eis o balanço dos trabalhos da comissão:






