• Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Rússia acusa Otan de criar pânico sobre ameaças à Groenlândia

Pronunciamento russo se dá depois de declarações de Trump e movimentações militares na Groenlândia.

A Rússia afirmou, na 5ª feira (15.jan.2026), que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) cria uma narrativa enganosa ao tratar Moscou e Pequim como ameaças à Groenlândia. A crítica foi feita em uma nota da embaixada russa na Bélgica, onde fica a sede da aliança militar. 

A declaração russa se dá depois de um posicionamento mais rígido assumido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), que afirmou querer assumir o controle do território ultramarino dinamarquês da Groenlândia, por motivos de segurança nacional. A ilha já abriga instalações militares dos Estados Unidos.

Trump declara que a Dinamarca não teria condições de assegurar a defesa da ilha. A avaliação foi feita depois de uma reunião realizada na 4ª feira (14.jan.2026), na Casa Branca. O governo dinamarquês rejeita essa posição e as tropas de Copenhague seguem responsáveis pela segurança do território. 

França, Alemanha, Noruega e Suécia iniciaram o envio de tropas à Groenlândia como demonstração de apoio ao governo da ilha e à Dinamarca. 

Em uma nota divulgada na 5ª feira (15.jan), a Rússia afirmou que monitora a situação e defendeu que o Ártico mantenha se mantenha pacífico. Moscou tem reaberto e atualizado suas bases militares na região.

A Otan embarcou em um curso de militarização acelerada do Norte, ampliando sua presença militar sob o pretexto fictício de uma ameaça crescente de Moscou e Pequim”, afirmou a embaixada russa na Bélgica, país sede da organização, ao jornal Izvestia.

A embaixada também diz que “a aliança usa declarações de alto nível de Washington sobre a Groenlândia apenas para promover uma agenda anti-russa e anti-chinesa”. 

A nota também menciona que diplomatas ocidentais com acesso a informações de inteligência da Otan declararam, conforme reportado pela mídia, que não houve registros de submarinos russos ou chineses nas proximidades da Groenlândia nos últimos anos. 

O texto não faz críticas diretas a Trump, que segue como mediador das negociações com a Rússia sobre a guerra na Ucrânia. O comunicado se concentra na Otan e nos países europeus. 

Por: Poder360

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