• Segunda-feira, 18 de maio de 2026

Repórter da Globo quase perde o nariz após procedimento feito há 20 anos

Ju Massaoka relatou que médico colocou, sem o seu consentimento, PMMA em seu nariz; pele começou a necrosar

Ju Massaoka, repórter da Globo, quase perdeu o nariz por conta de uma rinoplastia que fez na adolescência. Vinte anos depois, após ter dificuldade para respirar, a jornalista procurou ajuda médica e descobriu que foi aplicado PMMA (polimetilmetacrilato) na região sem o seu consentimento.

Em vídeos postados nas redes sociais, Ju, que ficou conhecida, principalmente, por apresentar o quadro "Feed da Ana" no "Mais Você", trouxe a história à tona como um alerta.

Na primeira publicação, Ju declarou que poderia ficar irreconhecível. "Tô passando por um momento complicado. Meu nariz pode necrosar graças a um erro médico lá no passado", declarou.

Dias depois, a jornalista explicou que, naquela ocasião, "realmente podia perder" seu nariz. Ju decidiu procurar ajuda médica após apresentar dificuldade para respirar e, ao ser atendida, descobriu que seu nariz estava "cheio de PMMA".

"Graças a Deus e a um excelente médico que me acompanha, o Dr. Renato Bittar, e também a todo um time que eu quero apresentar para vocês ainda nos próximos vídeos, meu nariz está se recuperando muito bem", afirmou.

No vídeo, Ju mostra como era seu nariz em 2006, quando tinha 16 anos. "Uma coisa que eu não tinha com 16 anos era autoestima. Eu era bem insegura. E esse nariz, um pouquinho mais largo, com esse ossinho saltado no dorso, né, na giba, me incomodava um pouco. Agora, passou a incomodar muito mais quando outras pessoas começaram a criticá-lo", ressaltou.

Por conta disso, ela decidiu fazer uma plástica no nariz. "Eu perturbei o juízo da minha mãe até ela concordar. E demorou, viu? Porque primeiro convenci minha mãe e aí a gente começou uma pesquisa enorme para encontrar um excelente cirurgião lá em Curitiba. Um cara renomado, reconhecido, recomendado, qualificado, experiente, com bons resultados. E só lá em 2007, com 17 anos, eu fui fazer a bendita da cirurgia", disse.

"Mas não sem antes perguntar para o médico tudo exatamente como ia acontecer. E ele me explicou que teria cortes; explicou que ele poderia quebrar ou lixar esse ossinho aqui da giba; que ele cortaria ou moldaria algumas cartilagens, daria pontos para fazer o formato da pontinha; explicou também que o pós-operatório seria um pouquinho complicado: dificuldade de respiração, roxo, inchaço; e falou que eu teria que descansar muito, tomar alguns remédios e, principalmente, seguir à risca todas as orientações do médico", narrou.

Ju disse ter seguido todas as recomendações. "Eu voltei várias vezes ao consultório dele e obedeci a tudo que ele me mandava fazer. O que ele não me falou é que ele usaria PMMA, ou polimetilmetacrilato. Ah, Ju, mas isso foi lá em 2007, ninguém sabia dos riscos. Gente, em 2007, a Anvisa já considerava o PMMA, polimetilmetacrilato, como um produto de saúde classe 4, risco máximo", esclareceu.

A jornalista explicou que o produto, que é permanente, pode "causar dor, vermelhidão, inchaço, alergia, nódulos, necrose, entupimento de vasos, inflamação crônica, granulomas, migração do produto, problemas sistêmicos e uma série de coisas".

"Então, antes de aplicar o produto no meu rosto, esse médico tinha que ter conversado comigo e com a minha mãe, né? Vamos lembrar que eu tinha 17 anos. Falado: 'Olha, esse produto traz alguns riscos, é um produto permanente, entra no seu corpo, pode dar reação agora ou anos depois, pode inflamar, pode infeccionar, pode dar caroço, pode deformar, pode ser muito difícil ou quase impossível de retirar'. Enfim, explicar tudo. Aí, só depois de entender muito bem, é que a paciente ou, no caso, a responsável, na época, minha mãe, aceitaria ou não a injeção do PMMA. O que não foi feito", explicou.

"O ideal mesmo é ter um termo de consentimento informado e assinado, com todos os riscos ali descritos. Também não foi feito. Mas o principal não é 'ai, pega uma assinatura aqui', é fazer com que o paciente ou o responsável, de fato, entendam o perigo, os riscos que estão correndo com determinado procedimento. E sabe o que é o mais triste? Tem muita gente da área da saúde, profissionais mesmos, médicos ou não, que continuam fazendo isso até hoje. Então, muita gente descobre que tem PMMA no corpo ou no rosto tempos depois que o negócio foi aplicado", acrescentou.

Por fim, Ju, que agora não corre mais risco de perder o nariz, agradeceu ao público pelo apoio que tem recebido. "Agora eu quero agradecer muito pelo carinho, pelas mensagens, pelas orações, pelas energias positivas. Gente, tudo tá chegando para mim. Eu tenho certeza que isso tá fazendo toda a diferença na recuperação do meu nariz, porque ó, eu sigo de nariz em pé, e seguirei até a cura total", encerrou.

Por: ITATIAIA

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