O Reino Unido e a França assinaram na 3ª feira (6.jan.2026) uma declaração de intenção para enviar forças militares à Ucrânia caso seja firmado um acordo de cessar-fogo com a Rússia, segundo a BBC. O documento foi assinado pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer (Partido Trabalhista, centro-esquerda), e pelo presidente francês, Emmanuel Macron (Renascimento, centro-direita), durante reunião da Coalizão dos Dispostos, em Paris.
Segundo o premiê do Reino Unido, o plano projeta a criação de centros militares em território ucraniano e a construção de instalações protegidas para armazenamento de armas e equipamentos, com o objetivo de apoiar a defesa do país depois do fim do conflito. Moscou já declarou que se opõe à presença de tropas estrangeiras na Ucrânia.
O encontro reuniu representantes de 35 países e discutiu garantias de segurança de longo prazo. Os integrantes da coalizão concordaram em fornecer recursos para manter uma força armada ucraniana de até 800 mil soldados, além de apoio militar contínuo e armamentos.
As garantias também incluem um sistema permanente de monitoramento do cessar-fogo, liderado pelos Estados Unidos com apoio de outros países, e a possível implantação de uma força multinacional para atuar na segurança aérea, marítima e terrestre da Ucrânia.
O Kremlin afirmou que não aceitará tropas ocidentais no país como parte de uma força de paz. O presidente russo Vladimir Putin afirmou anteriormente que militares estrangeiros em solo ucraniano seriam considerados alvos legítimos.





