O número de empresas em RJ (recuperação judicial) bateu recorde ao totalizar 5.680 no final de 2025. A alta é de 24,3% na comparação com 2024, quando atingiu 4.568.
Houve um crescimento de 7,5% em relação ao 3º trimestre de 2025 –com 5.285. Os dados estão disponíveis no Monitor de Recuperação Judicial, da consultoria RGF. Leia a íntegra (PDF – 721 kB) do relatório.
Leia a trajetória do estoque por trimestre:
Ao se levar em consideração os setores, o número maior de empresas em recuperação judicial é se refere a serviços (1.302). A alta foi de 19,9% em 2025 ante 2024.
A maior variação, entretanto, foi da agropecuária: avanço de 67,1%. A quantidade de empresas em recuperação judicial saltou de 295 em 2024 para 493 no ano passado.
Por Estado, São Paulo lidera no total de empresas que estão em recuperação judicial: somou 1.836 no fim de 2025. O crescimento foi de 39,6% ante 2024.
O Mato Grosso do Sul foi a unidade da Federação que registrou o maior avanço de empresas no regime de recuperação: saltou de 37 em 2024 para 68 em 2025 –alta de 83,8%.
O Amapá é o único Estado que não tem empresa dentro do regime. Em 2024, havia uma companhia.
O monitor também faz a distinção de acordo com o chamado Índice IRJ-RGF, que indica a quantidade de empresas em recuperação judicial a cada mil, considerando apenas as matrizes. O levantamento exclui microempresas, filiais e natureza jurídica diferente de “entidades empresariais”.
Ao se considerar este dado, a agropecuária lidera: há 13,53 empresas a cada mil em RJ. A indústria aparece em 2º lugar, com 6,64. Eis a lista abaixo:
Desenvolvido pela consultoria RGF, o Monitor de Recuperação Judicial é uma plataforma inédita que reúne dados sobre a saúde financeira das empresas brasileiras a partir de um recorte objetivo: as companhias que efetivamente entraram em Recuperação Judicial – ou seja, com pedidos já aceitos pela Justiça.
“Empresas que apenas solicitaram recuperação judicial podem ter o pedido negado. Já o Monitor só considera aquelas que entraram oficialmente em RJ”, afirma Rodrigo Gallegos, sócio da RGF e especialista em reestruturação e idealizador do monitor.
A plataforma utiliza dados da Receita Federal, que armazena informações cadastrais de pessoas jurídicas e entidades de interesse das administrações tributárias da União, estados, Distrito Federal e municípios. Exclui da análise para evitar distorções:





