• Segunda-feira, 25 de maio de 2026

RDC não mudará preparação para Copa apesar de advertência dos EUA

País da África Central enfrenta surto do vírus Ebola

A República Democrática do Congo não tem planos de mudar seus preparativos para a Copa do Mundo de 2026 apesar de um aviso dos Estados Unidos de que a equipe deve se isolar por 21 dias antes de chegar ao país, disse um funcionário da equipe no último sábado (23). Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, confirmou à ESPN na última sexta-feira (22) que a delegação congolesa precisava manter uma bolha onde está treinando na Bélgica e se isolar por 21 dias, ou pode ter a entrada negada após um surto mortal do vírus Ebola no país da África Central. A equipe congolesa ficará sediada em Houston durante o torneio e jogará a partida de abertura do Grupo K contra Portugal no dia 17 de junho, seguida por jogos contra a Colômbia no dia 23 de junho em Guadalajara, México, e contra o Uzbequistão no dia 27 de junho em Atlanta. “Deixamos bem claro para o Congo que eles devem manter a integridade de sua bolha por 21 dias antes de poderem vir para Houston em 11 de junho”, disse Giuliani à ESPN. “Também deixamos bem claro para o governo do Congo que eles precisam manter essa bolha ou correm o risco de não poderem viajar para os Estados Unidos. Não podemos ser mais claros”. Porém, um porta-voz da equipe disse que, até o momento, não houve mudança na programação, que inclui um amistoso contra a Dinamarca em Liège, na Bélgica, em 3 de junho, e outro contra o Chile em Cádiz, na Espanha, seis dias depois. “Mantivemos nosso programa de treinamento. Nenhum jogador da equipe veio da República Democrática do Congo”, disse o dirigente. Toda a equipe de jogadores está sediada fora da República Democrática do Congo, principalmente na Europa, incluindo o técnico Sebastien Desabre. Alguns dirigentes da equipe chegaram ao campo de treinamento na Bélgica vindos do Congo nesta semana. A equipe havia planejado uma viagem de três dias para Kinshasa na próxima semana como uma despedida comemorativa antes de ir para sua primeira Copa do Mundo em 52 anos, mas essa viagem foi cancelada. A Organização Mundial da Saúde elevou na sexta-feira para “muito alto” o risco de que a cepa rara Bundibugyo do Ebola se transforme em um surto nacional na República Democrática do Congo e declarou o surto no país e na vizinha Uganda como uma emergência de interesse internacional. Cerca de 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas foram registradas após o surto na República Democrática do Congo. * É proibida a reprodução deste conteúdo. Relacionadas
A health worker takes the temperature of an M23 rebel at the entrance to the Rodolphe Merieux Laboratory, National Biomedical Research Institute (INRB), where samples from suspected Ebola cases are examined, as part of the response to the epidemic in Goma, North Kivu province of the Democratic Republic of Congo, May 19, 2026. REUTERS/Arlette Bashizi
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Red Cross workers disinfect after handling the body of a person who died of Ebola, as aid agencies intensify efforts to contain a new Ebola outbreak involving the Bundibugyo strain, at the Centre Medical Evangelique (CME) in Hoho commune of Bunia, Ituri province, Democratic Republic of Congo, May 21, 2026. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere     TPX IMAGES OF THE DAY
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Um homem é carregado de uma ambulância ao chegar ao Hospital Geral de Referência de Bunia após a confirmação de um surto de Ebola envolvendo a cepa Bundibugyo em Bunia, província de Ituri, República Democrática do Congo, em 16 de maio de 2026.  Foto tirada com um telefone celular. REUTERS/Victoire Mukenge
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Por: Redação

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