O policial federal Rafael Ranalli (PL) anunciou, na sessão ordinária desta quinta-feira (27), na Câmara Municipal, que vai apresentar um projeto de lei para proibir a emissão de licença para eventos que contratem artistas que façam apologia ao crime organizado, ao tráfico de drogas, ao uso de entorpecentes ou à sexualização inadequada de crianças e adolescentes na capital.
A causa, já defendida por Ranalli, ganhou outro capítulo quando, usando a brecha da lei, o cantor Oruam foi anunciado como atração em um evento particular na capital mato-grossense. O pedido pela lei foi feito ao vereador pelo prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), durante a sanção da lei que impede investimentos públicos nesse tipo de evento, que aconteceu na prefeitura na última quarta-feira (26).
"Que você proponha uma lei que proíba a emissão de licença. Nós não vamos liberar licença para eventos, mesmo que seja da iniciativa privada, que promovam o crime organizado, façam apologia ou a sexualização de crianças. Nem licença vamos liberar para esses eventos, mas eles falam: ah, mas estão fazendo com dinheiro privado, faz em outra cidade. Porque aqui não vai ter licença para esse tipo de apologia não", sugeriu Abílio.
Em resposta, Ranalli falou sobre as brechas na lei que muitos produtores de eventos têm usado para promover shows com artistas que promovem apologia ao crime na cidade.
"É o aval para o que a gente precisava. Porque muitos aproveitam a brecha que tem na lei para fazer show particular, aproveitem porque são os últimos dias", avisou Ranalli.
"Lei Anti Oruam"
Sobre a "Lei Anti Oruam", que proíbe a contratação, pela prefeitura, de artistas que façam apologia ao crime organizado, ao tráfico de drogas, ao uso de drogas ou à sexualização do público infantojuvenil, Abílio parabenizou a iniciativa do policial federal.
"Parabéns, irmão, esse projeto vai ajudar a moralizar o dinheiro público, que é um bem da administração", comentou.
Ranalli comemorou a sanção do projeto e diz que Cuiabá fez história ao ser a primeira capital do país a aprovar o projeto, que é discutido nacionalmente.
"Cuiabá está na vanguarda, é a primeira capital a sancionar esse projeto. Parabenizo o prefeito por abraçar essa causa e mostrar que a Câmara Municipal pode atuar pela segurança pública e contra o crime organizado, as facções criminosas."