Qual é o consumo real da Ford Ranger, picape que bombou em 2023

A versão Limited, que chegou às concessionárias pelo preço de R$ 319.990,00, possui o mesmo conjunto mecânico presente na XLT, com o adicional de alguns itens voltados para o estilo e conveniência.

A versão Limited, que chegou às concessionárias pelo preço de R$ 319.990,00, possui o mesmo conjunto mecânico presente na XLT, com o adicional de alguns itens voltados para o estilo e conveniência. Um dos destaques da nova geração do Ford Ranger, lançada no Brasil no segundo semestre de 2023, é o motor V6 turbodiesel. O propulsor coloca a picape entre as três mais rápidas de sua categoria – considerando apenas modelos a diesel. O 3.0 entrega 250 cv. Esse motor está em três versões: XLS, XLT e Limited, com preços entre R$ 279.990 e R$ 349.990. As demais configurações da picape trazem o 2.0 quatro-cilindros, também a diesel. O V6 é uma das razões para o grande sucesso da nova Ranger em 2023. A partir da chegada da nova geração, as vendas deram um grande salto. Mas propulsor de seis cilindros tem fama de gastão, certo? Ainda mais em uma picape pesada. No caso da Ranger, não é bem assim. O consumo muda muito de acordo com a maneira que o motorista conduz o veículo. E, em alguns casos, pode até surpreender. Parece até de picape com motor bem menor. Para mostrar qual é o consumo da nova Ranger na vida real, eu testei o modelo na estrada, em dois trechos de 400 km – totalizando 800 km rodados. A avaliação foi feita nas rodovias Bandeirantes e Anhanguera, em São Paulo. A segunda, que dominou o trajeto, tem muitas subidas e descidas e constante presença de caminhões na pista esquerda, o que exige muitas retomadas de velocidade. Simulei situações distintas de estilo de direção, para chegar a números diferentes e tentar mostrar a realidade de maior diversidade de motoristas. O teste foi realizado com a versão XLT da nova Ranger. Veja o resultado. Simulei situações distintas de estilo de direção, para chegar a números diferentes e tentar mostrar a realidade de maior diversidade de motoristas. O teste foi realizado com a versão XLT da nova Ranger. Veja o resultado. Respeitando os limites No primeiro teste de consumo com a Ranger XLT, eu conduzi a picape respeitando os limites de velocidade da via em qualquer circunstância. No caso da Anhanguera, é de 110 km/h, com alguns curtos trechos de 90 km/h. Procurei manter o pé leve no acelerador, ganhando velocidade sem forçar muito o pedal da direita. Para quem quer economizar combustível, é uma ótima pedida guiar assim em uma rodovia como a Anhanguera. Como a pista é dupla, o motorista não precisa fazer retomadas fortes para ultrapassar com segurança. Não deu, porém, para manter a velocidade sempre constante. No trajeto, encontrei inúmeros caminhões à frente, ultrapassando pela pista esquerda e exigindo constante redução de velocidade – seguida de nova aceleração. Não fossem esses obstáculos, o consumo poderia ter sido melhor. Mas qual foi o consumo da nova Ranger nessa condição? 12,1 km/l, um número excelente para qualquer picape. Imagine para uma com motor V6! O resultado me surpreendeu bastante, e ainda garantiu ao modelo da Ford quase 800 km de autonomia com um tanque (que tem 80 litros). Mas qual foi o consumo da nova Ranger nessa condição? 12,1 km/l, um número excelente para qualquer picape. Imagine para uma com motor V6! O resultado me surpreendeu bastante, e ainda garantiu ao modelo da Ford quase 800 km de autonomia com um tanque (que tem 80 litros). Mais próxima da realidade Mas sabemos que acelerar de leve, ganhando velocidade gradualmente, não faz parte do estilo de direção de parte dos motoristas do Brasil. Principalmente a bordo de um modelo que tem boa capacidade de retomada – que é o caso da nova Ford Ranger. Por isso, eu fiz um segundo teste com o modelo. Foi na mesma rodovia, que apresentou condições semelhantes de tráfego – inclusive, com presença de muitos caminhões fazendo ultrapassagem. Desta vez, fiquei menos preocupada com limites de velocidade. Além disso, na hora de retomar velocidade, situação constante também por causa das dez praças de pedágio do trajeto – mesmo com tag no carro, é preciso reduzir a velocidade a 40 km/h nesses locais -, decidi usar todo o potencial que a nova Ranger oferece para acelerar. Cravei o pé no pedal do acelerador. O resultado foi bem diferente. Nesse caso, o consumo foi de 10,1 km/l após 400 km rodados. Apesar de inferior ao obtido no primeiro teste, ainda assim foi bom para uma picape com motor V6 e ótimo desempenho, e próximo ao número divulgado pela Ford e aferido pelo Inmetro – de 8,9 km/l na cidade e 10,1 km/l em ciclo rodoviário. Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias

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