O Partido dos Trabalhadores (PT) encomendou uma pesquisa qualitativa de intenção de voto, ainda não divulgada, para avaliar o potencial de uma candidatura própria em Minas Gerais.
O levantamento vai testar o nome de pelo menos quatro petistas: a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, pré-candidata ao Senado; o deputado federal Rogério Correia; o deputado federal Reginaldo Lopes, um dos autores da PEC do fim da escala 6x1; e a ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, Sandra Goulart.
Após a negativa do senador Rodrigo Pacheco (PSB) em disputar o pleito, o PT avalia que um candidato próprio tem condições de chegar ao segundo turno, já que outras legendas, como o PSB, estão apostando em seus candidatos na expectativa de atrair votos de eleitores de Lula e da esquerda, mesmo sem uma aliança formal.
A estratégia desses partidos de centro-esquerda é a do voto útil. Como o PT, até o momento, não tem candidato, os eleitores lulistas e petistas tenderiam a votar nos candidatos dessas siglas para evitar apoiar nomes da direita. Isso daria a esses candidatos chances de chegar ao segundo turno sem a necessidade de uma aliança formal com o PT.
Com isso, as legendas evitariam associar-se diretamente à rejeição gerada pelo antipetismo, ao mesmo tempo em que buscariam captar votos do eleitorado petista e de esquerda.





