• Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Proteína ativa limpeza cerebral e melhora memória em estudo com ratos

Pesquisa dos EUA indica que elevar a proteína Sox9 reativa astrócitos e reduz placas associadas ao Alzheimer em modelos animais

Um estudo conduzido por pesquisadores do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, mostrou que, em ratos geneticamente modificados para desenvolver , o aumento da proteína Sox9 fez com que células cerebrais envelhecidas recuperassem a capacidade de remover resíduos acumulados. A investigação, publicada na , sugere que estimular esse mecanismo natural de limpeza pode ajudar a reduzir placas beta-amiloides, estruturas associadas ao declínio cognitivo característico do Alzheimer. O que é o Alzheimer? O Alzheimer é uma doença que afeta o funcionamento do cérebro de forma progressiva, prejudicando a memória e outras funções cognitivas. Ainda não se sabe exatamente o que causa o problema, mas há indícios de que ele esteja ligado à genética. É o tipo mais comum de demência em pessoas idosas e, segundo o Ministério da Saúde, responde por mais da metade dos casos registrados no Brasil. O sinal mais comum no início é a perda de memória recente. Com o avanço da doença, surgem outros sintomas mais intensos, como dificuldade para lembrar de fatos antigos, confusão com horários e lugares, irritabilidade, mudanças na fala e na forma de se comunicar. Os resultados foram observados não apenas em análises laboratoriais, mas também em testes de memória e comportamento, nos quais os animais tratados apresentaram melhor desempenho. Leia também Astrócitos voltam à ativa O grande destaque do estudo foi o papel dos astrócitos, células que ajudam a manter o equilíbrio do cérebro e participam da comunicação entre neurônios. O excesso de Sox9 levou essas células a aumentar a atividade do receptor MEGF10, envolvido justamente na remoção de placas. Esse processo fez com que os astrócitos, mesmo envelhecidos, recuperassem parte de sua funcionalidade. Segundo o neurocientista Dong-Joo Choi, que participou da pesquisa, essas células passam por mudanças importantes com o avançar da idade, mas o impacto dessas alterações na neurodegeneração ainda não é completamente conhecido. Para ele, os novos achados ajudam a esclarecer esse elo e mostram como o pode tentar compensar os danos provocados pela doença. Testes reforçam os efeitos da proteína Em um segundo experimento, os cientistas fizeram o caminho oposto e retiraram o gene responsável pelo Sox9. O resultado foi um acúmulo ainda maior de beta-amiloide, piora na memória e astrócitos menos saudáveis. A comparação entre os dois cenários reforçou a importância da proteína na manutenção do ambiente cerebral. Choi destaca que o estudo foi conduzido em animais que já apresentavam placas e déficits cognitivos, algo mais fiel ao que ocorre em pacientes diagnosticados com Alzheimer. Essa escolha torna os resultados mais relevantes para a investigação de futuros tratamentos. Apesar dos avanços, os especialistas lembram que a doença permanece complexa. Algumas terapias tentam impedir a formação das , enquanto outras miram diretamente nos neurônios. Ainda há incertezas sobre se os aglomerados de proteínas são causa ou consequência da condição. Mesmo assim, segundo os autores, o estudo amplia o entendimento sobre os processos envolvidos no Alzheimer e abre espaço para novas abordagens. Siga a editoria de e fique por dentro de tudo sobre o assunto!
Por: Metrópoles

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