Produtor de soja dos EUA estima perdas históricas e critica apoio econômico
A colheita de 2025 deve ser a mais cara da história em termos de custo por acre, enquanto os preços recebidos pelos agricultores continuam deprimidos.
A colheita de 2025 deve ser a mais cara da história em termos de custo por acre, enquanto os preços recebidos pelos agricultores continuam deprimidos. São Paulo, 28 – A Associação Americana de Soja (ASA) divulgou na terça-feira, 27, uma análise sobre a crise que preocupa o setor agrícola estadunidense, apontando que os produtores norte-americanos enfrentam o terceiro ano consecutivo de perdas significativas em virtude de custos recordes e problemas geopolíticos que minaram a demanda internacional. Segundo Scott Gerlt, economista-chefe da entidade, a colheita de 2025 deve ser a mais cara da história em termos de custo por acre, enquanto os preços recebidos pelos agricultores continuam deprimidos. O relatório destaca o impacto severo das tensões comerciais com a China. Após a imposição mútua de tarifas no início de 2025, os Estados Unidos ficaram sem exportar soja para o país asiático entre o fim de maio e o final de novembro, período em que Pequim recorreu ao Brasil e à Argentina para suprir sua demanda. Embora o governo norte-americano tenha anunciado compromissos de compra chineses de pelo menos 12 milhões de toneladas para os últimos dois meses de 2025, a ASA alerta que o prazo para essas aquisições parece estar sendo estendido. Caso o volume se confirme como o total do ano comercial, representará uma queda de 50% em relação à média dos dois ciclos anteriores. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Fixação Biológica de Nitrogênio reduz em 50% a emissão de óxido nitroso em lavoura de feijão no Cerrado Diante do cenário externo adverso, a associação cobra a finalização urgente de políticas de biocombustíveis para impulsionar o consumo doméstico. A entidade defende a aprovação rápida das Obrigações de Volume Renovável (RVOs) para 2026 e 2027 propostas pela EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA), que poderiam aumentar o esmagamento anual em quase 200 milhões de bushels (cerca de 5,45 milhões de t). Além disso, a ASA apoia a restrição de créditos para biocombustíveis feitos com insumos importados, como óleo de cozinha usado (UCO), argumentando que a medida restauraria a competitividade do óleo de soja nacional. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Ajuda econômica insuficiente A ASA criticou duramente o Programa de Assistência Agrícola (FBA) recém-anunciado, afirmando que os pagamentos são desproporcionais às perdas do setor. “Apesar de a soja ter respondido por 71% dos prejuízos na guerra comercial anterior, a cultura ficou apenas em nono lugar no valor do pagamento por acre no atual programa”, disse a associação. Mesmo somando todos os auxílios disponíveis, os sojicultores ainda enfrentam um prejuízo estimado de US$ 75 por acre.
Por: Redação





