O presidente do São Paulo, Julio Casares, afirma que apresentará explicações à Polícia Civil sobre todos os depósitos em sua conta bancária que são investigados em inquérito policial. Segundo informações divulgadas pelo site Globo Esporte na 4ª feira (7.jan.2026), a defesa do dirigente solicitou acesso aos relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que não estão anexados ao processo.
Segundo o advogado Bruno Borragine, Casares tem documentação organizada para justificar as movimentações financeiras questionadas.
A equipe jurídica que representa o presidente são-paulino afirma que as transações têm origem lícita. Os advogados destacam que os valores são compatíveis com a evolução financeira do dirigente, que ocupou cargos executivos no setor privado antes de assumir a presidência do clube em janeiro de 2021.
O Conselho Deliberativo do clube já marcou para 14 de janeiro de 2026 a votação do pedido de impeachment de Julio Casares. A reunião será realizada no estádio do Morumbis, conforme anunciado pelo presidente do órgão, Olten Ayres, na 3ª feira (6.jan.2026).
A Polícia Civil analisa, paralelamente, 35 operações de saque em dinheiro realizadas nas contas do São Paulo de janeiro de 2021 a novembro de 2025. O montante total dessas retiradas chega a R$ 11 milhões.
A distribuição dos saques ao longo dos anos mostra variações significativas. Em 2021, o clube realizou 7 operações que totalizaram R$ 1,5 milhão. No ano seguinte, foram efetuados 6 saques somando R$ 1,2 milhão.
Em 2023, o São Paulo fez novamente 6 retiradas, que alcançaram R$ 1,4 milhão. O volume mais expressivo foi feito em 2024, quando 11 saques resultaram em R$ 5,2 milhões. Já em 2025, cinco operações totalizaram R$ 1,7 milhão.





