• Sábado, 21 de fevereiro de 2026

Prematuridade: veja riscos e cuidados essenciais para proteger o bebê

Especialistas explicam o que causa o parto prematuro e como garantir o melhor cuidado dentro e fora da UTI neonatal

A prematuridade é hoje a principal causa de mortalidade infantil no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o Ministério da Saúde estima que cerca de — aproximadamente 12% de todos os partos. Isso significa que milhares de famílias convivem com desafios que começam ainda na gestação e seguem pelos primeiros meses de vida da criança. Especialistas explicam que a prematuridade ocorre por diferentes motivos e que a vigilância durante o pré-natal é essencial para reduzir os riscos. Mesmo quando o parto acontece antes do tempo, avanços tecnológicos e equipes treinadas em neonatologia têm permitido que bebês cada vez menores sobrevivam e alcancem um bom desenvolvimento. Leia também Sinais de alerta O ginecologista e obstetra Arlley Cleverson, membro do conselho científico da ONG Prematuridade, explica que um dos sinais mais importantes de alerta é o Embora as contrações de Braxton Hicks — conhecidas como de treinamento — sejam comuns no final do segundo trimestre, mudanças no ritmo e na dor precisam ser avaliadas. “Esse aumento é um dos principais sinais de risco para trabalho de parto prematuro”, afirma. Alterações de corrimento também devem ser observadas, já que a disbiose vaginal pode indicar risco de infecções e até de ruptura prematura da bolsa. Bebês prematuros exigem cuidados intensivos nas primeiras semanas para garantir desenvolvimento adequado Como o pré-natal identifica e reduz riscos Segundo o obstetra, o pré-natal consegue identificar precocemente quem tem mais risco de antecipar o parto. Entre os fatores considerados estão (como conização por HPV) e malformações uterinas. A medição do colo por ultrassom transvaginal entre 20 e 24 semanas é fundamental: um colo menor que 25 mm aumenta muito a probabilidade de trabalho de parto antes das 34 semanas. “Nesses casos, a progesterona vaginal é o principal método de prevenção. Quando há incompetência ístmo-cervical, a recomendação é realizar a cerclagem, que é basicamente costurar o colo do útero e evitar o parto prematuro ou aborto espontâneo”, explica Cleverson. Quando o bebê nasce com menos de O pulmão é o órgão mais vulnerável, e muitos precisam de suporte respiratório e do uso de surfactante para conseguir respirar melhor. Esses bebês também têm risco maior de hemorragia cerebral, enterocolite necrotizante e infecções, exigindo monitorização contínua. O controle da temperatura é outra medida vital, já que prematuros perdem calor rapidamente, o que aumenta o risco de complicações graves. Avanços que aumentam a sobrevivência Nos últimos anos, o avanço das UTIs neonatais melhorou a sobrevivência desses bebês. Tecnologias como monitorização mais precisa e (exame de imagem não invasivo que avalia o cérebro de recém-nascidos), ajudam na identificação precoce de problemas. Mesmo assim, um recurso simples continua sendo fundamental: com os pais favorece o desenvolvimento e aumenta as chances de recuperação. Causas da prematuridade: o que diz a neonatologia A pediatra neonatologista Ana Amélia Fialho, da Maternidade Brasília, destaca que as causas da prematuridade são variadas e nem sempre relacionadas a problemas graves. Podem ocorrer complicações maternas, como ou no líquido amniótico, sangramento por descolamento prematuro de placenta e malformações uterinas. Fatores fetais — como gestações múltiplas e alterações cromossômicas — também podem antecipar o parto. “Idade materna antes dos 18 ou após os 40 anos, tabagismo, etilismo e uso de drogas aumentam ainda mais o risco”, afirma. A médica reforça que bebês prematuros exigem cuidados específicos nos primeiros meses, especialmente por causa da imaturidade dos órgãos. Isso envolve atenção especial à respiração, ao risco de infecções, ao desenvolvimento do cérebro e da retina e à nutrição, muitas vezes iniciada por via intravenosa. Muitos necessitam de suplementação de vitaminas, ferro e zinco. Além disso, e indicações próprias. “Existe um calendário vacinal próprio para prematuros, com vacinas que ajudam a evitar reações graves”, explica Fialho. Imunidade frágil e prevenção de infecções respiratórias A imunidade fragilizada torna esses bebês mais vulneráveis a infecções respiratórias. Para prevenção dos quadros mais graves, a pediatra reforça a importância do nirsevimabe, um imunobiológico que reduz internações e complicações. Com o tempo, os reflexos, o peso e a maturidade dos órgãos se igualam aos de outros recém-nascidos, e os cuidados passam a ser semelhantes. O processo de alta também é feito de maneira gradual. antes, passam pela enfermaria, onde se estabilizam até que o quadro permita o retorno ao lar. Foto colorida de beb~e prematuro no colo da mãe, onde acontece troca de olhares - Metrópoles. Especialistas reforçam que sinais de alerta na gestação e pré-natal adequado ajudam a prevenir partos prematuros Mesmo quando a mãe já recebeu alta, ela permanece acompanhando o bebê todos os dias. Após a ida para casa, — é fundamental para monitorar o crescimento e o desenvolvimento. Além dos desafios físicos, a prematuridade tem forte impacto emocional. Medo, ansiedade e insegurança são comuns, especialmente quando o nascimento ocorre muito cedo. Por isso, o cuidado multiprofissional, com psicólogos, psiquiatras, ginecologistas, obstetras e pediatras, é essencial durante e após a internação. Os especialistas concordam que adequado e equipe capacitada. Ela explica que mulheres que nasceram prematuras não têm necessariamente maior chance de ter filhos prematuros, mas quem já teve uma gestação prematura passa a ter risco aumentado de repetir o quadro. Siga a editoria de e fique por dentro de tudo sobre o assunto!
Por: Metrópoles

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