O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não conseguiu vencer o desafio de fazer chegar aos eleitores todas as realizações positivas do Executivo. Em entrevista ao Poder360, afirmou que a polarização política atrapalha e que a comunicação será um dos entraves na campanha eleitoral deste ano.
“Há uma dificuldade de comunicação devido à polarização. Claro, o desafio é nosso e temos que aprimorar os nossos instrumentos de comunicação para que a gente possa dialogar com esse eleitor que, inclusive, muitas vezes já votou no Lula, já votou no PT, e que nesse momento está hegemonizado por essa polarização”, declarou na 3ª feira (17.mar.2026).
Assista à entrevista (33min37s):
Edinho reforçou a necessidade de o governo “traduzir em comunicação” iniciativas, como a ampliação de benefícios sociais. Um exemplo de medida foi a ampliação da faixa de isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 mensais.
“Essa medida não foi tomada por efeito eleitoral, foi tomada para fazer justiça tributária no Brasil […] Essas medidas serão incorporadas no cotidiano do trabalhador”, disse.
O programa Pé-de-Meia –incentivo financeiro a estudantes do ensino médio público beneficiários do CadÚnico– também foi citado pelo dirigente petista. Mesmo com esses benefícios, a avaliação do governo Lula se manteve perto da estabilidade.
O presidente do PT também mencionou obras federais em curso nos Estados. “Outro dia, eu fui relacionar só aquilo que me veio à memória de todas as grandes obras que estão acontecendo no Brasil, que o presidente Lula poderia entregar até junho. Vai faltar dia, vai faltar data, porque não tem data para ele entregar tudo o que ele tem feito. Então, essa é a dinâmica de quem está governando”, afirmou.
Em 2026, uma das principais bandeiras da esquerda e do governo é o fim da escala 6 x 1. “A mulher trabalhadora tem que ter o direito, tem que ter o tempo para cuidar dos seus filhos, da sua família, para estudar, para cuidar da sua saúde, da sua saúde mental, da sua autoestima. Isso é um direito da trabalhadora. É um direito do trabalhador ter direito ao lazer, ter direito também a fazer um curso, a melhorar a sua formação, a ter mais tempo com a sua família. Isso já justifica a redução da jornada de trabalho”, disse Edinho ao defender a medida.
O dirigente partidário avalia que os empresários se equivocam ao reagir contra a proposta. “Essa é uma proposta de justiça. E também acho que o empresariado muitas vezes se equivoca”, afirmou.
Ele defendeu ser preciso aumentar a base de consumo com mais pessoas empregadas para enfrentar o que chama de crise de excesso de produção no mundo.
Eis outros temas abordados por Edinho e o que ele disse:
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