O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse na 5ª feira (2.abr.2026) que o tenente-coronel da Polícia Militar preso preventivamente por suspeita de feminicídio deve “apodrecer pelo resto da vida na cadeira”. A declaração foi feita durante agenda oficial em Campos de Jordão (SP).
“Que ele perca realmente o posto, a patente. E quando isso acontece, é como se ele tivesse morrido para a força. Quem é o beneficiário depois daquilo que foi objeto da contribuição ao longo do tempo? Os familiares”, afirmou Tarcísio.
A Polícia Militar de São Paulo oficializou na 5ª feira (2.abr) a transferência de Geraldo Leite Rosa Neto para a reserva da corporação depois que a corporação aprovou a aposentadoria do militar com salário integral.
O tenente-coronel é suspeito de matar a mulher, a policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta em 18 de fevereiro no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O caso foi inicialmente tratado como suicídio, mas passou a ser investigado por feminicídio qualificado e fraude processual depois da análise de laudos periciais, depoimentos e dispositivos eletrônicos.
Segundo a investigação, o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça, em trajetória incompatível com um disparo feito pela própria vítima.
Peritos também identificaram lesões no rosto e no pescoço de Gisele, além de hematomas nos olhos, o que indica que ela teria sido agredida e imobilizada antes da morte. Há ainda indícios de manipulação da cena do crime e contradições no relato do oficial.





