A PF (Polícia Federal) reforçou nesta 3ª feira (1º.abr.2025) o pedido ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para destruir o passaporte de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio. Ele é primo dos 3 filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A corporação já havia pedido, em outubro de 2024, para destruir o documento. A PF afirma que o passaporte, apreendido durante uma operação de busca e apreensão, consta como “cancelado” no sistema. Eis a íntegra do ofício (PDF – 119 kB).
Réu por participação nos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília, Léo Índio está na Argentina.
A advogada do réu enviou ao Supremo um documento das autoridades migratórias segundo o qual Léo Índio tem permissão para permanecer até 4 de junho no país. Ele também tem permissão para trabalhar, estudar e usar os serviços públicos de saúde argentinos.
Moraes, relator do caso no STF, havia intimado a defesa a prestar esclarecimentos, depois de uma rádio do interior paranaense veicular um vídeo em que Léo Índio diz estar no país vizinho por ter medo de ser preso.
Léo Índio foi denunciado pela PGR (Procuradoria Geral da República) por ter participado do ato extremista. Segundo a denúncia, o próprio Léo Índio publicou imagens em suas redes sociais durante a invasão dos prédios públicos.
Em uma das publicações, ele aparece sobre o prédio principal do Congresso Nacional, onde ficam as cúpulas do edifício. Em outra, surge perto da sede do STF. Para a PGR, isso prova a participação dele na invasão e depredação dos edifícios.