A Petrobras informou, nesta 5ª feira (12.fev.2026), que decidiu não exercer os direitos de preferência e de tag along determinados no acordo de acionistas da Braskem, diante de uma potencial operação envolvendo ações detidas pela Novonor (ex-Odebrecht) na petroquímica. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da estatal em reunião realizada em 11 de fevereiro.
A operação em análise determina a transferência das ações da Braskem detidas pela NSP Investimentos S.A., subsidiária da Novonor, para o Shine no FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios).
O FIDC é uma estrutura utilizada no mercado financeiro para adquirir créditos e ativos financeiros. Esse tipo de fundo costuma ser empregado em operações de reestruturação ou reorganização societária.
Pelo acordo de acionistas da Braskem, a Petrobras tem 2 mecanismos de proteção:
Ao optar por não exercer esses direitos, a estatal sinaliza que não pretende ampliar sua fatia na Braskem nem sair da sociedade neste momento.
A Novonor tenta há anos se desfazer de sua participação na Braskem como parte de seu processo de reestruturação financeira, iniciado após os desdobramentos da Operação Lava Jato.
A Braskem, maior petroquímica da América Latina, tem a Petrobras como sócia relevante e depende da estatal para o fornecimento de matérias-primas como nafta. Por isso, qualquer mudança no bloco de controle é acompanhada de perto pelo mercado.
Ao autorizar a Diretoria Executiva a adotar as medidas necessárias para implementar a decisão, o Conselho da Petrobras indica que, nas condições atuais, não vê necessidade de intervir na transação em curso.
A operação ainda depende da conclusão das negociações e do cumprimento das condições previstas entre as partes.





