• Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Pais subestimam tamanho peniano dos filhos, aponta levantamento

Pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia mostra diferença significativa entre medições feitas por responsáveis e por especialistas

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) conduziu um levantamento durante o mutirão do Novembrinho Azul, em Florianópolis (SC), para entender como pais e responsáveis avaliam o desenvolvimento genital de meninos. A iniciativa ocorreu antes do 40º Congresso Brasileiro de Urologia e foi motivada pela circulação de vídeos que sugeriam, de forma equivocada, que crianças teriam micropênis e precisariam de . Os resultados revelam que a percepção familiar costuma divergir dos parâmetros clínicos. Entre os entrevistados, 48% acreditavam que o tamanho do pênis infantil estava dentro da normalidade, enquanto 24% consideravam que ele estaria abaixo da média. Leia também Nas medições, os especialistas observaram uma diferença consistente em relação ao exame médico feito pelos cuidadores. Medições dos pais ficam até 3 cm abaixo do real Participaram do levantamento 99 crianças acompanhadas de seus responsáveis. No atendimento, cada cuidador foi orientado a medir comprimento e diâmetro do pênis da criança antes da avaliação profissional. A comparação mostrou uma diferença relevante. A média aferida pelos pais foi de 3,64 centímetros, enquanto a medida realizada pelos urologistas chegou a 6,18 centímetros, diferença de cerca de 2,6 centímetros. Segundo os especialistas, fatores como idade, peso e circunferência abdominal parecem influenciar a avaliação feita pelos pais, que tendem a interpretar o órgão como menor nesses casos. Entre todas as crianças examinadas, nenhuma apresentou . A SBU reforça que a indicação de hormonioterapia depende de diagnóstico preciso, já que a condição é rara e exige critérios objetivos. A sociedade lembra ainda que, entre os 4 anos e o é esperado que o pênis passe por um período natural de estabilidade no crescimento. A pesquisa será publicada em breve e, segundo seus autores, reforça a importância de informações confiáveis para evitar diagnósticos equivocados e intervenções desnecessárias. Siga a editoria de e fique por dentro de tudo sobre o assunto!
Por: Metrópoles

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