William Mebarak, pai de Shakira, teve seu estado de saúde atualizado nesta terça-feira (5), dias após sofrer uma isquemia e precisar ser internado. Ele está com 94 anos.
Segundo o jornal El País da Colômbia, o escritor e jornalista já recebeu alta hospitalar e está se recuperando em casa, na cidade de Barranquilla, onde mora com a esposa Nidia Ripoll.
A publicação relatou que fontes próximas à família informaram ao Blu Radio que William foi submetido a diversos exames e liberado pela equipe médica a continuar o tratamento em casa.
No último sábado (2), o patriarca deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de uma clínica no norte de Barranquilla. Ele foi liberado para o quarto cerca de 24 horas depois.
A hospitalização de William coincidiu com o megashow de Shakira na Praia de Copacabana, onde ela se apresentou para 2 milhões de pessoas. A apresentação faz parte do projeto Todo Mundo no Rio.
A colombiana recebeu a notícia sobre o pai horas antes de subr ao palco, o que acarretou um atraso de pouco mais de uma hora para o início do show.
Em entrevista à Itatiaia, a médica geriatra Simone de Paula Pessoa Lima, da Saúde no Lar, explicou que a isquemia é caracterizada pela redução ou interrupção do fluxo sanguíneo em um órgão ou tecido, comprometendo o fornecimento de oxigênio e nutrientes essenciais para o funcionamento do corpo. Segundo a especialista, o problema costuma estar ligado à obstrução de artérias por placas de gordura, trombos ou êmbolos.
"A isquemia pode afetar diferentes órgãos, como o coração (levando ao infarto do miocárdio), o cérebro (causando acidente vascular cerebral isquêmico), intestino (isquemia mesentérica) e membros inferiores (doença arterial periférica). Sua gravidade depende da duração e da extensão da redução do fluxo sanguíneo", detalhou Simone.
De acordo com a geriatra, o quadro tende a ser mais preocupante em idosos. "O envelhecimento está frequentemente acompanhado de doenças crônicas, como hipertensão arterial, diabetes mellitus e dislipidemia, que favorecem a aterosclerose. Além disso, a pessoa idosa pode apresentar menor reserva funcional dos órgãos, o que reduz a capacidade de compensação diante de uma agressão isquêmica", disse.





