O empresário argentino Mariano Páez foi flagrado fazendo gestos imitando um macaco em um bar no centro de Santiago del Estero, na Argentina. Ele é pai da advogada Agostina Páez, que responde por crime de racismo no Rio de Janeiro e retornou a Buenos Aires na 4ª feira (1º.abr.2026).
No vídeo, o argentino afirma que “sente nojo do Estado” e se descreve como “empresário, milionário, agiota e traficante de drogas”.
Assista ao momento (17s):
Em entrevista ao jornal argentino La Nación, Mariano Páez afirmou que os vídeos teriam sido gerados com o uso de inteligência artificial. Depois da declaração do pai, Agostina Páez publicou uma nota nas redes sociais e confirmou a autenticidade das imagens.
“Eu assumo o que é meu: reconheci meus erros, pedi desculpas e enfrentei as consequências. Mas só posso responder pelas minhas próprias ações”, disse.

Eis a íntegra da nota de Agostina Páez em português:
“Sinto a necessidade de esclarecer algumas coisas.Não tenho absolutamente nada a ver com o que está circulando. Eu estive na minha casa, acompanhada por amigos que estiveram ao meu lado durante todo esse tempo. Ele esteve presente e me acompanhou no momento difícil que passei, mas não posso nem me cabe me responsabilizar pelos atos dele. O que se vê é lamentável e eu repudio completamente. Eu assumo o que é meu: reconheci meus erros, pedi desculpas e enfrentei as consequências. Mas só posso responder pelas minhas próprias ações. Hoje estou focada em me reconstruir, depois dos meses difíceis que tive que enfrentar. Há situações que não têm nada a ver comigo, e é muito triste. Obrigada a quem me acompanha e entende. Esse pesadelo não acaba mais. Que horror.”
Um funcionário de um bar em Ipanema relatou que a confusão começou depois de uma discussão por causa de um possível erro na cobrança da conta. O funcionário foi conferir as imagens das câmeras de segurança. Ele pediu para que a mulher aguardasse no local. Segundo o relato do funcionário, a turista passou a fazer xingamentos racistas nesse momento.
O homem decidiu gravar a cena. Nas imagens, a mulher aparece imitando gestos de macaco. Ela faz sons do animal em direção a ele. Os agentes iniciaram as buscas para localizar a suspeita assim que tomaram conhecimento do caso.
Em depoimento, a argentina disse que os gestos teriam sido uma brincadeira voltada às amigas. Ela afirmou não ter a intenção de se dirigir ao funcionário. Nas gravações, é possível identificar o uso do termo “mono”, palavra em espanhol que significa “macaco”. As imagens também mostram a reprodução de gestos associados ao animal.
Em janeiro deste ano, a turista teve o passaporte apreendido por determinação da Justiça do Rio de Janeiro. Como medida cautelar, usou tornozeleira eletrônica. Em 6 de fevereiro ela foi presa, mas solta no mesmo dia.
A Defesa de Agostina Páez fez um pedido ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que concedeu um habeas Corpus à argentina. A decisão permitiu que ela deixasse o país mediante o pagamento de R$ 97.000.





