• Segunda-feira, 1 de junho de 2026

Paciente com suspeita de ebola em SP é diagnosticado com meningite; caso não é descartado

Exames específicos para ebola só devem ficar prontos em até 48 horas; homem de 37 anos está em estado grave

O homem de 37 anos com suspeita de ebola em São Paulo foi diagnosticado com meningite, de acordo com um exame realizado pelo Instituto Adolfo Lutz. A suspeita de ebola, porém, não foi descartada, já que outros exames específicos para a doença só devem ficar prontos em até 48 horas. As informações são do g1.

O paciente é natural da República Democrática do Congo e fez uma visita recente ao país, onde o vírus ainda circula. O caso é investigado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e pelo Ministério da Saúde.

O homem está internado em isolamento e em estado grave no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Antes de ser transferido para o Emílio Ribas, ele procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com febre alta e exames inconclusivos para malária. No hospital, apresentou diarreia, desorientação e rápida piora clínica, sendo necessária a intubação.

Segundo a Secretaria da Saúde, o Instituto Adolfo Lutz confirmou resultado detectável para a bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica. Ainda assim, os exames para confirmar ou descartar ebola seguem em andamento.

Pessoas que tiveram contato com o paciente durante a viagem de avião e no atendimento médico inicial estão sendo monitoradas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no surto atual de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda, são 18 mortes confirmadas em 134 casos confirmados, com uma taxa de mortalidade de 13%. Outras 223 mortes e 906 casos estão em investigação.

Em 2014, a ebola foi declarada uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. No entanto, não foram registrados casos de transmissão autóctone (ou seja, nativa) do vírus na América do Sul.

Alguns dos sintomas da ebola incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal, segundo a Secretaria da Saúde.

A transmissão ocorre por meio do contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas. O infectado só transmite o vírus durante a fase aguda da doença, quando apresenta sintomas severos.

Por: NSC Total

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