O CEO da Vale, Gustavo Pimenta, defende que a preservação da floresta Amazônica esteja alinhada a uma perspectiva de desenvolvimento econômico. Durante a sua palestra na abertura do evento Qualidade 360º, realizado pela Rede Metrológica de Minas Gerais (RMMG) na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), em Belo Horizonte, nesta terça-feira (9), o executivo afirmou que a “mineração sustentável” contribui para a preservação da floresta.
Pimenta destacou a operação da Vale na floresta de Carajás, no Pará, que utiliza apenas 2% de uma área de 800 mil hectares preservada em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Segundo ele, a vegetação nativa ao redor do espaço de responsabilidade da mineradora foi devastada ao longo dos últimos 40 anos.
“A mineração, de uma certa forma, tem mantido a floresta de pé. Nós atuamos na patrulha dessa área há 40 anos, a gente investe R$ 100 milhões de reais por ano junto com o ICMBio na proteção dessa floresta. A gente tem em média 250 tentativas de invasão por ano. Com o ouro a US$ 5 mil a onça, ele vai sair da floresta amazônica queiramos ou não”, disse.
O executivo também afirmou que a gestão da área e o combate das atividades ilegais ainda é um ponto de dificuldade na região, mas ressalta que a mineração pode gerar um impacto positivo na preservação ambiental.
“Ou a gente enfrenta isso como sociedade, de uma forma madura, entendendo que a floresta só vai ficar de pé se a gente der uma razão econômica, ou vamos sempre correr atrás da devastação”, completou Gustavo Pimenta.
O complexo minerário de Carajás completou 40 anos em julho do ano passado. A região é uma das maiores províncias minerais do mundo, onde a Vale explora o minério de ferro, além de cobre e níquel. Em 2025, a Vale lançou o programa Novo Carajás, que reúne iniciativas voltadas à retomada e manutenção dos volumes de ferro de alta qualidade e a expansão da produção de cobre.
O objetivo é atender à crescente demanda global por minerais críticos necessários à redução das emissões de carbono e ao processo de transição energética. O programa prevê investimentos de R$ 70 bilhões em cinco anos (2025-2030), em linha com as projeções de produção e de investimento já divulgadas ao mercado e atualmente em vigor.





