O Sul de Santa Catarina ganhará uma das maiores estruturas voltadas à saúde mental da região. O Hospital Nossa Senhora de Fátima, em Praia Grande, inaugura no dia 25 de junho o novo Complexo de Saúde Mental, obra que recebeu cerca de R$ 16 milhões em investimentos do Governo do Estado. Com 60 leitos e atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a unidade foi criada para ampliar a rede de assistência psiquiátrica em um cenário de aumento da demanda por esse tipo de atendimento.
Apesar da entrega da estrutura, os atendimentos devem iniciar de forma gradual até o fim de 2026, conforme a liberação de recursos para custeio da operação.
O novo complexo possui área de 3,6 mil metros quadrados e contará com 30 leitos destinados à psiquiatria, além de espaços voltados ao acolhimento e à recuperação dos pacientes.
Segundo o diretor da Associação Hospitalar Nossa Senhora de Fátima, Jean Gonçalves, a nova unidade representa um avanço para descentralizar os atendimentos especializados em saúde mental no Estado:
— Estamos entregando uma estrutura moderna, totalmente preparada e equipada para começar a operar. Agora avançamos na construção conjunta com o executivo estadual para garantir o custeio e colocar o complexo em funcionamento de forma gradual, com atendimento especializado e 100% SUS — afirmou.
Além dos leitos para internação, o complexo foi projetado com foco na humanização do atendimento. Entre os espaços previstos estão academia, auditório com capacidade para 120 pessoas e até um terraço com vista para os cânions da região.
A proposta terapêutica também inclui atividades complementares como yoga, musicalização e contação de histórias, além de espaços destinados a atendimentos individuais e reuniões coletivas.
De acordo com a direção do hospital, a estrutura busca oferecer um ambiente mais acolhedor durante o tratamento, contribuindo para a recuperação emocional e a reinserção social dos pacientes.
A ampliação da estrutura também deve gerar novas vagas de trabalho. A previsão é de que aproximadamente 100 colaboradores sejam contratados gradualmente conforme a operação do complexo for iniciada.
A equipe deverá contar com pelo menos cinco médicos psiquiatras, quatro psicólogos, dois assistentes sociais, além de profissionais de educação física e massoterapia. O hospital também terá alas masculinas e femininas separadas para os pacientes.





