• Sexta-feira, 17 de abril de 2026

Nova pesquisa investiga como o câncer de mama agressivo desativa o sistema imunológico

Pesquisa investiga como tumores escapam das defesas do corpo e desafiam tratamentos

Um novo estudo científico está tentando desvendar um dos maiores desafios da medicina moderna: por que alguns tipos de câncer de mama simplesmente ignoram o sistema imunológico e avançam de forma agressiva.

Segundo um estudo recente divulgado no ScienceDaily, pesquisadores do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade NOVA de Lisboa (ITQB NOVA) estão investigando como certos tumores conseguem se esconder das defesas naturais do corpo, dificultando tanto o diagnóstico quanto o tratamento.

O câncer de mama lidera entres o câncer mais comum entre mulheres no mundo, com cerca de 2,3 milhões de diagnósticos e aproximadamente 670 mil mortes registradas em um único ano, de acordo com dados citados pelos cientistas.

A ideia é entender a relação entre o câncer e o sistema imune para encontrar pistas que ajudem médicos a prever o comportamento da doença em cada paciente. Com isso, a expectativa é sair do modelo padrão e caminhar para terapias mais personalizadas para cada paciente.

A pesquisa foca em algo chamado biomarcadores, que são sinais biológicos presentes no organismo capazes de indicar como o tumor está se desenvolvendo. Esses indicadores podem revelar, por exemplo, se o câncer tende a crescer rápido ou se responde melhor a determinados tratamentos.

Outro ponto muito estudo, é o chamado microambiente tumoral, que funciona como um ecossistema ao redor do câncer. Nele, células do sistema imunológico, vasos sanguíneos e outras estruturas interagem diretamente com o tumor.

Essa capacidade de enganar o sistema imunológico é uma das razões pelas quais certos tumores avançam mesmo quando o organismo tenta combatê-los. Entender esse mecanismo pode abrir caminho para novos tratamentos que bloqueiem essa comunicação e tornem o câncer mais vulnerável.

A expectativa dos pesquisadores é transformar essas descobertas em ferramentas clínicas reais, como exames mais precisos e terapias direcionadas. No futuro, isso pode significar diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais eficazes e, principalmente, maiores chances de sobrevivência para pacientes.

O estudo tem tanto potencial, que ganhou o apoio da iNOVA4Health Lighthouse Projects (LHP), um programa português que financia pesquisas com alto índice de desenvolvimento. Nos próximos 2 anos, a pesquisa contara com 75 mil euros de apoio, aproximadamente 440 mil reais.

Enquanto isso, estudos indicam que os casos de câncer de mama podem crescer significativamente nas próximas décadas, impulsionados por fatores como envelhecimento da população e desigualdade no acesso à saúde.

Portanto, entender como o tumor se comporta no organismo humano, influencia positivamente para o avanço de estudos especializados na área da saúde. O intuito é melhorar significativamente o combate contra o câncer de mama com tratamentos especializados em cada paciente, garantindo a efetividade.

Por: NSC Total

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