O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse nesta 2ª feira (30.mar.2026) que “ninguém está autorizado” a usar seu nome em qualquer circunstância. A declaração foi publicada no X depois de o senador ser criticado por governistas por seu discurso na CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), no Texas (EUA), no sábado (28.mar.2026).
No evento, Flávio afirmou que o Brasil é a solução para que os EUA reduzam a dependência da China em minerais críticos e terras-raras. O senador também comparou a situação jurídica de Jair Bolsonaro (PL) à do norte-americano Donald Trump (Republicano).
Sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio declarou que o petista fez lobby para evitar que os “2 maiores cartéis de drogas do Brasil” fossem classificados como organizações terroristas –uma referência implícita ao PCC e ao Comando Vermelho. Chamou o atual governo e o PT de “abertamente anti-norte-americanos”.
Assista ao discurso (15min41s):
Integrantes e aliados do governo Lula criticaram as falas de Flávio. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, chamou opositores de “vendilhões da pátria”.
O deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) disse que a fala do senador é o fato “mais grave das eleições de 2026 até aqui”. Segundo ele, Flávio se comprometeu a entregar recursos estratégicos em troca de apoio externo. Já Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou o congressista de “traidor da pátria” e “vendilhão de Trump”.





