Em uma operação conjunta da Polícia Militar, Polícia Civil e do Ministério Público, sete torcedores de Atlético e Cruzeiro foram banidos dos estádios de Minas Gerais. A decisão se dá após a identificação dos envolvidos em um tumulto na região do Barreiro, em Belo Horizonte, no último clássico, ocorrido no dia 8 de março.
Na nota divulgada à imprensa, os órgãos garantem que a recomendação das punições foram acatadas pelo poder judiciário e já valem para o clássico deste sábado (2). O Cruzeiro recebe o Atlético, no Mineirão, em jogo válido pela 14ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.
Segundo apuração da Itatiaia, entre os banidos dos estádios estão quatro atleticanos e três cruzeirenses.
Horas antes do clássico decisivo entre Cruzeiro e Atlético pela final do Campeonato Mineiro, torcedores das duas equipes entraram em confronto na Região do Barreiro, em Belo Horizonte.
O tumulto ocorreu na Rua da Serrinha, no bairro Vale do Jatobá, por volta das 11h (de Brasília).
Moradores que presenciaram a cena relatam que a briga não pareceu um encontro casual, mas algo planejado.
"A atuação firme, técnica e integrada das forças de segurança pública de Minas Gerais resultou na identificação e responsabilização de sete indivíduos envolvidos na articulação de confrontos violentos entre torcidas organizadas na capital.
A ação, conduzida de forma conjunta pela Polícia Militar de Minas Gerais e pela Polícia Civil de Minas Gerais, permitiu a produção de elementos robustos que evidenciaram a organização prévia de conflitos, com potencial concreto de gerar grave perturbação da ordem pública em eventos esportivos.
Com base nesse trabalho integrado, o Poder Judiciário acolheu a representação das autoridades policiais e determinou a aplicação de medidas cautelares rigorosas. Entre elas, destaca-se a proibição de acesso e permanência dos envolvidos em estádios e em seus arredores em dias de jogos, pelo período de seis meses.
Nesta data, os envolvidos foram devidamente notificados das medidas impostas pela Justiça, passando a responder pelas restrições estabelecidas, cujo descumprimento poderá acarretar consequências legais mais severas.
A decisão judicial reconhece a gravidade concreta dos fatos e o risco real de violência, com base em provas obtidas a partir de levantamentos técnicos, monitoramento e análise de informações realizadas pelas forças de segurança.
A Polícia Militar de Minas Gerais ressalta que não tolera a atuação de grupos que utilizam o ambiente esportivo para promover violência e desordem. A pronta resposta do Estado demonstra que ações criminosas serão identificadas, investigadas e penalizadas com rigor.
Reafirma-se o compromisso permanente com a preservação da ordem pública, a proteção da população e a garantia de que os eventos esportivos ocorram em ambiente seguro para todos".





