Uma múmia foi encontrada durante uma expedição arqueológica na região de Al-Bahhansa, na província de Mínia, no Egito. Junto dela, um papiro com parte do Livro II da Ilíada de Homero também foi descoberto.
O material foi encontrado por uma expedição arqueológica entre a Universidade de Barcelona, na Espanha, e o Instituto Oriente Antigo, chefiada por Maite Mascort e Esther Ponce Milado. Acredita-se que os achados pertençam ao período da era romana do Egito (30 a.c.-641).
Em entrevista publicada pela CNN, um professor da Universidade de Barcelona, Ignasi-Xavier Diego, comemorou a descoberta feita por eles. “Este é um grande avanço para nós. Até agora, não sabíamos que tinham usado textos literários como parte do ritual funerário", disse.
Ele explicou ainda que não conseguiu desvendar o motivo de existir um papiro literário, além de que estão tentando o possível para estudar a descoberta sem estragá-la.
“Até o momento não conseguimos interpretar o motivo da existência desse papiro literário. Não tivemos a oportunidade de estudá-lo usando métodos de alta tecnologia, como raio-X, que poderiam nos permitir ler melhor. Fizemos tudo o que pudemos sem destruir o papiro", disse.
Além da múmia que carregava o papiro, outras três câmaras foram encontradas. Nelas foi possível achar restos humanos carbonizados pertencentes a um adulto, ossos de criança e uma cabeça junto de ossos de animais. Além disso, as câmaras possuíam ainda pequenas estátuas de materiais como bronze, incluindo uma de Harpócrates.
Com informações de Estadão Conteúdo





