• Terça-feira, 10 de março de 2026

Minas Gerais lidera ranking de áreas urbanas em encostas de risco

Crescimento de habitações em terrenos com risco triplicou no Brasil nos últimos 40 anos, aponta estudo do MapBiomas.

Minas Gerais é o Estado com mais construções em encostas íngremes. São quase 14.500 hectares com pessoas vivendo em locais de risco. As informações são de 2024 e constam no Mapeamento Anual das Áreas Urbanizadas no Brasil, do MapBiomas, divulgado na 4ª feira (4.mar.2026).

No estado, fortes chuvas resultaram em 72 mortes e 1 desaparecido. O município mais atingido, Juiz de Fora, na Zona da Mata, ocupa o 3º lugar em área urbanizada em declive. A cidade tinha 1.256 hectares com risco de deslizamento em 2024.

Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina também têm grandes áreas urbanizadas em terrenos inclinados. São 8,5 mil hectares, 8,1 mil hectares e 3,7 mil hectares, respectivamente. A liderança nos municípios está com Rio de Janeiro e São Paulo – 1,7 mil hectares e 1,5 mil hectares.

A ocupação de áreas de risco cresceu mais do que a urbanização no Brasil, afirma o estudo. A área urbana cresceu 2,5 vezes, mas as construções em terrenos inclinados mais que triplicaram em 40 anos.

De 1985 a 2024, a urbanização no país passou de 1,8 milhão para 4,5 milhões de hectares. O crescimento médio anual é de 70.000 hectares. Áreas em regiões de declividade acentuada e risco de erosão saltaram de 14.000 hectares para 43.400 hectares.

O estudo identificou 1,2 milhão de hectares urbanos com grande risco de inundação no Brasil. A proximidade de rios e córregos aumenta a exposição a enxurradas.

O Rio de Janeiro registrou o maior território em risco por proximidade de drenagem em 2024, com 108,2 mil hectares. Em 40 anos, a ocupação nessas áreas quase dobrou.

Em Rondônia, as construções próximas a áreas de drenagem natural mais que duplicaram. Subiram de 7,3 mil hectares em 1985 para 18,8 mil hectares em 2024.

 

Com informações da Agência Brasil.

Por: Poder360

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