O Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil) disse que, mesmo com o aumento de R$ 3.036 para R$ 5.000 da faixa de isenção do Imposto de Renda, a tabela do imposto está defasada em 157,22%. O valor deveria subir para R$ 6.694,37, segundo a entidade. Eis a íntegra do comunicado (PDF – 80 kB).
O levantamento foi feito com base no cenário econômico brasileiro de 1996, quando a tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) parou de ter reajustes automáticos. O Poder360 já mostrou que, ao aumentar a faixa para R$ 5.000, o país dará mais benefícios tributários às cidadãos do que os Estados Unidos, Alemanha e o Japão, países mais ricos que o Brasil.
O Sindifisco Nacional disse que, com base na correção do IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo) de 1996 a 2025, a faixa de isenção do IR deveria subir 33,9% do patamar atual (R$ 5.000) e atingir R$ 6.694,37. A quantia é maior que o rendimento médio habitual da população ocupada, R$ 3.574.
O Sindifisco declarou que, se a tabela do IR fosse corrigida, só as pessoas que têm rendimento mensal acima de R$ 12.374,74 contribuiriam com a alíquota máxima de 27,5%. Atualmente, a alíquota é paga pelos cidadãos que ganham acima de R$ 7.350.
O presidente do Sindifisco Nacional, Dão Real, disse que aumentar a faixa de isenção para R$ 5.000 foi um grande avanço para a justiça tributária, mas que há uma diferença de R$ 1.694,37 em relação ao patamar considerado justo.
“A classe média também segue penalizada pela falta de correção total da tabela, pois ainda sofrem com o aumento implícito da carga tributária”, disse.
O estudo do Sindifisco disse ainda que um cidadão com rendimento mensal de R$ 6.500 terá que pagar R$ 535,04 a mais por mês na legislação atual em comparação se houvesse a atualização integral pela inflação da tabela. Para o pagador de imposto com renda mensal de R$ 10.000, o tributo pago será R$ 1.186,87 superior, ou 371,80% a mais.
Em janeiro, a Unafisco Nacional (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) disse que a nova faixa de isenção do IR para R$ 5.000 representa uma “promessa cumprida pela metade” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).





